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BCE decide em outubro se avança para o desmame dos estímulos monetários

Mario Draghi confirma que já houve um debate – "muito, muito preliminar" – sobre a retirada dos estímulos monetários na zona euro. Em outubro, "boa parte das decisões sobre essa matéria será tomada".

STEPHANIE LECOCQ/EPA

A cúpula do Banco Central Europeu (BCE) já teve uma discussão — “muito, muito preliminar” — sobre o calendário e a estratégia para fazer o desmame dos estímulos monetários. Foi o próprio Mario Draghi, presidente do BCE, que confirmou esta quinta-feira que, na reunião do Conselho do BCE, os responsáveis já tiveram um debate e é provável que “o grosso das decisões sobre essa matéria deverão ser tomadas em outubro”.

A próxima reunião do Conselho do BCE acontece no final de outubro, altura em que já estarão concluídos os trabalhos da equipa do BCE que foi encarregada de estudar a melhor forma de o BCE avançar com a redução dos estímulos.

Mario Draghi garantiu, repetindo a mensagem oficial dos últimos meses, que os estímulos vão continuar pelo menos até ao final do ano e “enquanto for necessário” para garantir que a taxa de inflação se afaste dos valores baixos dos últimos anos. Mas a reação dos investidores não está a ser a que Mario Draghi gostaria — em particular no que diz respeito à valorização do euro, que está a ganhar 1% apesar de Mario Draghi garantir que esse é um fator de “preocupação”, capaz de prejudicar as exportações e o crescimento económico, e que precisa de ser “monitorizada”.

Técnicos do BCE já estão a preparar desmame dos estímulos

O euro tende a subir face ao dólar e às outras moedas quando os investidores veem a redução dos estímulos como mais próxima. O programa de compra de dívida pública e os juros baixos — mesmo negativos — têm sido decisivos para manter os juros da dívida baixos, incluindo os de Portugal, e para deprimir o valor da moeda única face ao dólar, o que dá um impulso às exportações. Todavia, a moeda única tem vindo a valorizar-se nos últimos meses e Draghi assumiu esta quinta-feira que isso pode tornar ainda mais difícil atingir o objetivo da inflação um pouco mais elevada. Mas as palavras não parecem ter sido suficientes e o euro voltou a subir.

Além da mensagem verbal de Draghi, terá ajudado à valorização do euro o facto de o BCE ter revisto em alta a estimativa de crescimento económico para a zona euro, para 2,2% em 2017 — a taxa de crescimento económico mais veloz desde 2007.

Todas as atenções viram-se, agora, para a próxima reunião do Conselho do BCE, que inclui os governadores dos bancos centrais nacionais de todos os países da zona euro. A reunião está agendada para 26 de outubro.

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