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PSD. Governo “acordou tarde para o problema” das vítimas dos incêndios

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PSD reage à mensagem de Natal do primeiro-ministro dizendo que Costa "chegou tarde" ao problema dos incêndios. E que ainda há muito a fazer nas indemnizações e isenções de impostos.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

É a última reação partidária à mensagem de Natal do primeiro-ministro. O líder parlamentar do PSD acusou António Costa de ter “chegado tarde” à resolução dos problemas sobre as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande e, mais tarde, aos fogos de outubro, considerando que a mensagem do primeiro-ministro foi uma “oportunidade perdida” para António Costa “demonstrar ser ainda capaz de fazer aquilo que é preciso fazer em Portugal”.

Hugo Soares lembrou a questão das indemnizações às vítimas, uma “trapalhada jurídica” que ainda não foi resolvida, e que o Governo “ainda não teve a sensibilidade, ou melhor, a obrigação, de isentar de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) as pessoas que perderam as suas casas nos incêndios”. Ou seja, a mensagem de Natal de Costa, onde disse que nunca “esquecerá a dor e o sofrimento das pessoas”, não foi mais do que “palavras vãs”, segundo Hugo Soares.

É um governo de muita conversa, mas sobre reformas estruturais, que são verdadeiramente importantes, o primeiro-ministro não disse uma palavra aos portugueses.”

O líder parlamentar do PSD disse ainda, em reação à mensagem do primeiro-ministro, que o Governo do PS apoiado pelos partidos da esquerda está “esgotado” e “não tem ideias para o futuro” nem “capacidade de inovar”. “Tem apenas um conjunto de intenções que nunca é capaz de concretizar”, sublinhou, acusando o Governo de se limitar à “gestão do dia a dia”.

Sobre as tragédias dos incêndios, Hugo Soares afirma que “ainda há muito a fazer”. Além da isenção de IMI para quem perdeu a casa, que é “da mais elementar justiça”, Hugo Soares alerta também para a reconstrução que é preciso fazer, notando que a maior parte das casas está a ser reconstruída com apoio da sociedade civil, e não do Estado. “Há casas por reconstruir, e nenhuma casa foi reconstruida com dinheiro do Estado. Tem sido quase tudo com a iniciativa solidária das pessoas”, diz.

Já em relação aos indicadores económicos e ao crescimento da economia, Hugo Soares diz que o PSD “não fica triste nem amargurado pelas boas notícias sobre o crescimento e a redução do défice”, mas, em contraponto, diz que não é verdade que o Governo tenha “virado a página da austeridade”. “Há outra austeridade escondida, nas cativações e nos cortes dos serviços públicos”, diz.

Para o próximo ano, Hugo Soares deixa um aviso: se o Governo mexer na legislação laboral, como quer PCP e BE, o país “pagará caro”. E tudo em nome da “sobrevivência política de António Costa”. A alteração (ou não) à lei laboral vai ser um tema dominante no próximo ano, com os partidos da esquerda a fazerem pressão para o Governo mexer na lei. “O primeiro-ministro não é capaz de dizer o que vai fazer ou não quanto à legislação laboral, se vai ou não ceder aos partidos radicais da esquerda”, notou ainda o líder parlamentar do PSD.

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