Cafeína

A cafeína (afinal) faz bem. Quem o diz são os cientistas

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Vários estudos e cientistas comprovaram que, ao contrário do que se tem vindo a dizer, a cafeína faz bem. E os benefícios são a curto e a longo prazo.

Getty Images

Não vale a pena continuar à procura de provas de que a cafeína faz mal. É que, segundo os cientistas, ela faz mesmo bem. Segundo o site Quartz, que cita vários estudos e cientistas, os efeitos da cafeína tem vários benefícios, que não se prendem apenas pelo aumento da energia. Isso efetivamente acontece, em particular nos 45 a 60 minutos após beber uma bebida com cafeína, mas acaba por desaparecer com o passar do tempo. Ao fim de três a cinco horas, voltará a sentir-se sonolento e com necessidade de voltar a beber algo com cafeína.

Além do boost de energia, estas bebidas deixam-no mais bem disposto. E apesar de uma chávena de café levar rapidamente a outra, e a mais outra e assim sucessivamente — porque vai querer manter a energia e esse sentimento de felicidade –, o distúrbio de adição em cafeína ainda não é considerado um diagnóstico pelo Manual Diagnóstico e Estatístico das Perturbações Mentais (DSM, na sigla inglesa), da Associação Americana de Psiquiatria — atualmente não passa de uma proposta. Até porque, por norma, as pessoas não têm dificuldade em cortar nas bebidas com cafeína e acabam mesmo por se auto-regular, avança um estudo publicado em 2016 — por exemplo, quando percebem que estão a dormir pouco porque estão a consumir demasiada cafeína, reduzem.

Outro dos benefícios de beber café logo pela manhã é que ajuda a manter o ritmo circadiano. E isto são boas notícias, já que ter o ritmo diário desregulado pode levar a perturbações no sono, aumento de peso e problemas de foro mental. Aliás, há cientistas que defendem que o indicado é mesmo beber entre três a quatro chávenas de café — ainda que o efeito da cafeína varie de pessoa para pessoa.

Além destes efeitos a curto prazo, há também os benefícios a longo prazo. Vários estudos avançaram que as pessoas que bebem café ao longo da vida têm uma menor probabilidade de contraírem doenças degenerativas como Alzheimer, Huntington e Parkinson.

Nem sequer as pessoas com arritmia precisam de se preocupar com o consumo diário de cafeína. Um estudo de 2016 concluiu que doentes com problemas de arritmia podiam ingerir 500 miligramas de cafeína — uma chávena de café, por exemplo, tem 100 miligramas de cafeína –, durante um período de cinco horas, que isso não provocaria alterações no batimento cardíaco.

Ainda assim, é verdade que a cafeína pode causar levar à morte, mas só em casos extremos. O Quartz refere que cerca de 10 gramas de cafeína pode ser mortal, portanto não há motivos de preocupação. Convenhamos, ninguém bebe 100 chávenas de café de seguida, logo a probabilidade de morrer por beber café numa base diária é muito baixa.

Mais perigosa, contudo, é a combinação de cafeína com álcool, que deixa as pessoas embriagadas apesar de terem a sensação que estão sóbrias, ou até as bebidas energéticas, cuja combinação de ingredientes tem efeitos ainda desconhecidos.

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