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Começa esta segunda-feira, em Haia, o julgamento de Ratko Mladic, o general sérvio que durante a Guerra da Bósnia terá sido responsável pela morte de mais de 7.000 bósnios. No total, é acusado de 11 crimes contra a Humanidade e genocídio.

Mladic sempre negou as acusações, apelidando o Tribunal Penal Internacional de “satânico”. A sua defesa tentará argumentar que o general não passava de um oficial que seguia ordens e que se trata de um patriota que lutou para defender o seu povo.

Um dos aspetos fulcrais da defesa será, contudo, uma alegada dificuldade na memória do general, impedindo-o de distinguir entre a realidade e a ficção. Muitos dos sobreviventes aos massacres consideram Mladic como o responsável pelo sofrimento dos milhares de bósnios durante a guerra.

Em Haia, tanto a defesa como a acusação terão direito a cerca de 207 horas para defender as suas posições. Também Radovan Karadzic, outro líder militar sérvio da Bósnia, está a ser julgado no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a Humanidade.

Em julho de 1995, as forças militares sérvias da Bósnia, lideradas por Mladic, invadiram o enclave de Srebrenica, provocando a morte de milhares de muçulmanos, a população maioritária da zona. Mladic só viria a ser detido em 2011, no norte da Sérvia, onde vivia com uma identidade falsa.

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