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Cantora, atriz e até apresentadora, a norte-americana Cher faz, esta terça-feira, 68 anos. Não parece, mas faz. A par da boa forma física que aparenta, a estrela continua ativa e está a trabalhar na última digressão da carreira, Dress to kill. São mais de cinco décadas de carreira.

Nascida na Califórnia, a 20 de maio de 1946, a ambição de Cherilyn, ainda em jovem, era ser atriz. Porém, o caminho para o estrelato começou nos corredores da música após ter conhecido, em 1962, Salvatore Phillip Bono, a quem todos se referiam como Sonny. A relação de ambos misturou sentimentos e projetos profissionais.

Sonny, aspirante a músico, estava convencido que a sua amada seria uma estrela. Na autobiografia deste, “And The Beat Goes On”, citada pela página oficial do Facebook de Cher, pode ler-se: “Convenci-me que esta adolescente tímida, magra e com uma voz invulgarmente profunda era uma potencial estrela. Apenas precisava de alguém para canalizar o seu talento escondido. E eu estava determinado a fazê-lo” [tradução livre].

A carreira da “menina tímida”, que começou por assegurar vozes secundárias, teve o derradeiro encontro com a fama através do single “I Got You Babe”, de 1965, canção cantada em duo com Sonny. A música confidenciava o amor de ambos. Os membros do casal, então pais de Chastity Bono, viriam a divorciar-se em 1976. Sonny faleceu em 1998.

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Outros hits se seguiram e, entre 1971 e 1974, o programa “The Sonny & Cher Comedy Hour” esteve no ar. Mais tarde veio a Broadway, com a peça “Come Back to the Five and Dime, Jimmy Dean, Jimmy Dean”. Depois, em 1984, a participação no filme Silkwood ao lado de Meryl Streep. Cher entrou ainda em filmes como “The Witches of Eastwick” e “Moonstruck”, pelo qual ganhou o Óscar de melhor atriz.

No final da década de 1990, a artista fez um sucesso estrondoso, recorda a Hello Magazine, com a música “Believe” “que capturou a era disco dos anos 1970”. Segundo a publicação, tornou-se no maior hit de Cher até à data. Mas no seu currículo há várias canções de aclamado sucesso: “I Found Someone”,  “We all sleep alone”, “If I could turn back time” ou “Heart of Stone”. Em 2002, a estrela anunciou que ia arrancar com a sua última digressão, que durou até 2005. Felizmente para os fãs, esta não foi a derradeira despedida.

Recentemente, e a par do atual tour, a cantora participou como mentora na versão americana do programa The Voice e anunciou que vai colaborar com os Wu-Tang Clan no próximo álbum do grupo, segundo a Rolling Stone. Apesar do sucesso, Cher repudia o termo “ícone”. À revista Elle chegou a dizer: “Lenda, ícone, diva. Odeio todas essas palavras. Não têm significado. Prefiro Cher”.