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A Caixa Geral de Depósitos regressou aos lucros, apresentando um resultado de 22,4 milhões de euros no primeiro trimestre de 2014, de acordo com dados divulgados esta quarta-feira, 21 de maio, pelo banco estatal. Os resultados foram influenciados pelo aumento da margem financeira alargada, de 28,2 %, para 5,5 milhões de euros, das operações financeiras, em 21,7%, para 123 milhões de euros, e pela conjugação do aumento do produto bancário em 13,7% com a redução dos custos operativos em 11,2%, totalizando 58,6 milhões de euros.

“Os lucros não são afetados pelos resultados que registámos com a venda da seguradora, operação que já foi finalizada e que vai ter um impacto significativo na nossa solvabilidade”, adiantou José Matos, administrador da Caixa, acrescentando que o banco está, “finalmente, totalmente concentrado na actividade bancária”.

O administrador acrescentou que houve uma melhoria “significativa” dos resultados das operações internacionais, incluindo ou excluindo Espanha, sendo que no país vizinho foi obtida uma variação positiva nos resultados de 7,1 milhões de euros. A rede internacional contribuiu com 22,7 milhões de euros para o resultado total.

O produto bancário evoluiu favoravelmente, com um crescimento de 13,7% face ao mesmo período no ano passado, para 487,7 milhões de euros, com um crescimento dos resultados operacionais de 57,8%, corrigindo o efeito extraordinário decorrente da reposição do subsídio de férias aos funcionários da Caixa em Março de 2013.

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O crédito a clientes reduziu-se 7,5% face ao primeiro trimestre de 2013, situando-se em 68.515 milhões de euros. No segmento dos empréstimos para compra de habitação, verificou-se uma subida de 14,3%, o que ainda não foi suficiente para compensar a redução do stock. As novas operações de crédito a empresas aumentaram mais de 50% nos dois primeiros meses do ano face ao período homólogo. As imparidades de crédito registaram um reforço de 14,4%, conjuntamente com a redução das provisões em 15,7 milhões de euros.

Nos rácios de solvabilidade, registou-se uma melhoria transversal, sendo que o Rácio Core Tier 1, do Banco de Portugal, se ficxou em 11,9% e o do EBA nos 9,6%. O financiamento junto do BCE  mantém uma  trajetória descendente com uma redução de 70 milhões de euros, para 6.265 milhões de euros.

A redução de custos com o pessoal foi de 17,2% e os depósitos aumentaram 32,6%. O activo líquido reduziu-se para 112.388 milhões de euros, menos 4,2% do que em Março de 2013.