Manuel Brito Semedo, presidente da Comissão Executiva do XI Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas (AIL), indicou à agência Lusa que a iniciativa, em parceria com a Universidade de Cabo Verde (UNI-CV), constitui um dos “grandes eventos académicos” da lusofonia.

“O Congresso da AIL é um dos grandes eventos académicos da lusofonia. O que acontece é que os académicos fazem a apresentação das investigações e estudos que são feitos nesta área lusófona, desde a literatura à linguística, da história à antropologia e sociologia. São muitas áreas”, salientou.

No congresso vão participar pesquisadores ligados a áreas das ciências humanas e sociais, estudos na cultura, linguística, literatura teatro, cinema, música, artes plásticas, geografia, história, antropologia, comunicação e média, ciências políticas, direito, economia, turismo e sociologia.

Os projetos, lembrou Brito Semedo, são escritos e apresentados em português, de modo a seguir a linha de trabalho do 10.º Congresso da instituição, realizado em 2011 em Faro (sul de Portugal).

A AIL, acrescentou, abriu um programa de bolsas para facilitar a presença de 25 jovens investigadores com projetos inovadores nas áreas das ciências sociais e humanas.

“É uma grande oportunidade para os académicos se encontrarem, o que traz, ao mesmo tempo, uma grande projeção internacional para a instituição que recebe este congresso, neste caso, a UNI-CV”, salientou Brito Semedo, destacando que, paralelamente ao evento, haverá uma “forte componente” cultural.

O Congresso da AIL traz ao Mindelo académicos e investigadores de Portugal, Brasil (“que constitui o grosso dos congressistas, em torno de 60%”), Espanha, Itália, Bélgica, Alemanha e Reino Unido e Cabo Verde, referiu.

A AIL é liderada pelo galego Elias Torres, da Universidade de Santiago de Compostela, cujo mandato terminará precisamente no Mindelo, e a reunião servirá também, para se proceder a uma revisão dos estatutos da instituição.

Novidade, disse à Lusa Brito Semedo, é a realização de uma mesa redonda de escritores cabo-verdianos, onde autores como Corsino Fortes, Arménio Vieira, Germano Almeida, Ondina Ferreira e Vera Duarte, entre outros, vão discutir o futuro da cultura e da literatura em Cabo Verde.

O presidente da comissão executiva do XI Congresso da AIL adiantou que, para as sessões de abertura e de encerramento, foram também convidados, respetivamente o presidente Jorge Carlos Fonseca, que, devido à participação na Cimeira da CPLP, em Díli, deixou gravada uma mensagem vídeo.

De Portugal, indicou, estão, entre outras personalidades, os presidentes do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho, Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva, e da Casa da Moeda, António Osório, bem como do professor Helder Macedo, do Kings College de Londres, e da antiga ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.