“Os índices de exportações e de faturação das organizações nacionais serão superiores aos registados na primeira metade” de 2014, refere o barómetro elaborado pela consultora Kaizen a partir de um inquérito realizada junto de um painel composto por mais de 120 gestores de topo nacionais de empresas como Amorim, Galp Energia, Sonae, Volkswagen Autoeuropa, Efacec e Caixa Geral de Depósitos.

O grau de confiança na economia portuguesa está agora mais otimista e atingiu o valor máximo de sempre, ao subir para 12 numa escala de zero a 20, segundo um comunicado da empresa. Há um ano, sublinha a Kaizen, “o índice de confiança situava-se nos 10 valores”. A maioria dos inquiridos considera que as exportações e volume de negócios vão crescer de julho a dezembro e que, neste período, “o desempenho das empresas no que toca a controlo de custos, rentabilidade e inovação será, no mínimo, igual ou mesmo superior ao registado no primeiro semestre”.

Os gestores inquiridos pela Kaizen pronunciaram-se contra um novo aumento da taxa normal do imposto sobre o valor acrescentado, atingido 91% dos participantes, como forma de compensar as medidas de corte na despesa pública que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional. “Nove em cada 10 empresários que ejeitam o agravamento do imposto geral sobre consumo defendem que a alternativa deve passar pela redução da despesa do Estado”, refere a consultora. “Apenas sete por cento dos gestores consideram que o aumento do IVA é ‘a saída possível’ para compensar a perda de 750 milhões de euros motivada pelo mais recente chumbo do coletivo de juízes do Palácio Ratton”, arescenta.

“Melhoria de processos (39 por cento), a aposta em novos mercados (28 por cento) e novos produtos (12 por cento)” são os principais caminhos para o crescimento, dizem os gestores de topo. “Composto por uma pergunta fixa e três variáveis, todas de resposta fechada”, o Barómetro Kaizen avalia “trimestralmente, as motivações, apreensões e necessidades do tecido empresarial português quanto à economia” e mede “o grau de confiança que os gestores nela depositam”.