O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que a ofensiva na Faixa de Gaza irá continuar até ao “restabelecimento da segurança” do Estado hebreu, ignorando os apelos internacionais para um cessar-fogo. “A campanha em Gaza continua (…) e só irá terminar quando os cidadãos de Israel recuperaram a calma e a segurança de forma prolongada”, afirmou o chefe do Governo israelita, assinalando desta forma o fim de uma trégua humanitária unilateral de sete horas.

A ofensiva israelita em Gaza começou a 08 de julho com raides aéreos. Dias depois, a 17 julho, Israel deu início a manobras terrestres, com o objetivo de destruir a rede de túneis construída pelo movimento radical palestiniano Hamas, que controla o enclave palestiniano desde 2006, e usada para ataques em zonas fronteiriças. “O que está prestes a ser concluída é ação do exército nos túneis”, disse Netanyahu, sem adiantar mais pormenores, durante uma visita a um comando do exército israelita destacado a sul.

Momentos depois destas declarações de Netanyahu, o exército israelita anunciou o reinício dos raides aéreos na Faixa de Gaza, onde mais de 1.850 palestinianos morreram em 28 dias de ofensiva. “Vamos retomar as nossas operações, incluindo os raides aéreos contra as infraestruturas terroristas em Gaza (…) vamos prosseguir o redestacamento na Faixa de Gaza, mesmo que existam forças a sair de Gaza”, afirmou, em declarações à agência France Presse, o porta-voz do exército israelita Peter Lerner.