A cerca de dois anos dos Jogos Olímpicos Rio2016, o secretário-executivo do ministério do Desporto do Brasil assegura que todas as obras estão sob controlo e dentro dos prazos previstos.

“Estão em curso duas concentrações principais dos Jogos, uma que é o parque olímpico da Barra da Tijuca, em que está tudo dentro do cronograma. E temos um segundo complexo, em Deodoro (…), que teve um atraso na origem, mas já está sob controlo. No nosso entender não há risco de prazos”, disse Luís Fernandes.

Em entrevista à agência Lusa, o governante e responsável pelo gabinete de coordenação dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos admite que, antes ou durante as competições, possam surgir manifestações como as que ocorreram durante o recente Mundial.

“Acreditamos que nos Jogos Olímpicos diferentes grupos vão aproveitar para avançar com as suas reclamações, o que é natural, mas não há clima para as cenas de violência que vimos na Taça das Confederações, em 2013”, disse.

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No patamar desportivo, Luís Fernandes assume que o Brasil quer aproveitar a competição, bem como o Mundial realizado este ano, para ascender a “um novo patamar”.

“Queremos um patamar que eleve o alto rendimento e galgue um degrau, o que envolve um plano de investimentos, com montagem de centros de treinos, incentivos através de bolsas e contratações de técnicos”, explica.

Nos Jogos Olímpicos, que decorrem de 05 a 21 de agosto, o Brasil ambiciona, segundo Luís Fernandes, a “estar entre os 10 primeiros lugares em numero de pódios”, enquanto nos Paralímpicos, de 07 a 18 de setembro, pretende “estar entre os cinco primeiros, deixando o atual sétimo lugar”.

O governante acredita que Portugal pode ser um parceiro na preparação desportiva, lembrando que essa decisão também depende das federações, e destaca a importância da colaboração portuguesa no âmbito do combate ao doping.

“A nossa parceira com a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) está a ser importante na restruturação da autoridade brasileira de dopagem”, disse, lembrando que o português Luís Horta deixou a presidência da ADoP para integrar a Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem.

Luís Fernandes refere ainda que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, “que transformarão a cidade do Rio de Janeiro”, poderão gerar outras oportunidades de negócio para empresas portuguesas, como já sucede nas áreas das telecomunicações e do turismo.