A 20 de agosto, os dois lados acordaram um cessar-fogo que pôs fim a 50 dias de conflito no enclave palestiniano e previa que as negociações fossem retomadas no espaço de um mês, para discutir questões que ficaram por resolver.

Entre os assuntos pendentes estão a construção de um porto, a reabertura do aeroporto da faixa de Gaza e a troca de prisioneiros palestinianos pelos restos mortais de soldados israelitas.

Na terça-feira, Israel e palestinianos chegaram a acordo sobre um “mecanismo provisório” para acelerar a reconstrução de Gaza sob controlo das Nações Unidas, que assegurará que os materiais de construção serão destinados a fins civis.

A ONU vai fornecer mais detalhes sobre o acordo durante uma reunião do Comité de ligação ‘ad hoc’ sobre a ajuda aos palestinianos, que na próxima segunda-feira vai juntar representantes dos doadores à margem da Assembleia geral das Nações Unidas.

A capital egípcia deverá acolher em 12 de outubro uma conferência sobre a reconstrução de Gaza.

Segundo fontes diplomáticas citadas pela agência noticiosa AFP, as negociações entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, e às quais se associou a Jordânia — sobre um projeto de resolução sobre Gaza prosseguem há várias semanas, mas parecem longe de um consenso.

O coordenador da ONU para o Médio Oriente, Robert Serry, que visitou Gaza na semana passada, testemunhou “destruições verdadeiramente terríveis provocadas nas infraestruturas, hospitais e escolas” por 50 dias de conflito entre Israel o Hamas. Nesse período 18.000 edifícios foram destruídos ou gravemente danificados, e 65.000 palestinianos ainda permanecem refugiados nas instalações locais da ONU.