Foi um fim-de-semana perfeito para Lewis Hamilton: pole-position, volta mais rápida, vitória no Grande Prémio de Singapura (a 29ª da sua carreira), 25 pontos e liderança do Mundial. No circuito citadino, muito sinuoso e disputado sob luz artificial, o piloto britânico teve uma corrida relativamente tranquila já que o seu rival da Mercedes, Nico Rosberg, que estava a seu lado na grelha de partida, teve de partir depois de todos os outros pilotos. A seguir nunca conseguiu fazer funcionar devidamente a caixa de velocidades e acabou por desistir ainda na primeira metade da corrida.

O piloto alemão tinha chegado a esta corrida com 22 pontos de vantagens sobre Hamilton, mas como não pontuou, acabou por perder a liderança do campeonato.

O domínio de Hamilton e do seu Mercedes nunca chegou a ser desafiado, só tendo existido alguma indefinição quando o safety car entrou na pista, obrigando ao reagrupamento dos pilotos numa altura em que o estado dos pneus dos diferentes carros não era o mesmo.

Hamilton, que ainda tinha de regressar às boxes uma vez antes do final de corrida, teve de fazer um contra-relógio, mas a corrida voltou à normalidade, para ganhar tempo ao trio que o perseguia – Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Fernando Alonso –, de forma a ter tempo para ir às boxes e regressar na frente. Quando o fez acabou por cair para segundo lugar, atrás de Vetel, mas a superioridade do Mercedes e o facto de o piloto da Red Bull estar com pneus muito desgastados, permitiu-lhe recuperar facilmente a liderança.

O campeão do mundo de 2008 concluiu as 61 voltas ao circuito Marina Bay em 02:00.04,795 horas (151,780 km/hora), relegando o alemão e tetracampeão do Mundo Sebastian Vettel (Red Bull) para a segunda posição, a 13,534 segundos, e o australiano Daniel Ricciardo (Red Bull) para o terceiro lugar, a 14,273.

Depois deste pódio apenas com um Mercedes mas com dois Red Bull, o campeonato entre na sua reta final, pois faltam apenas cinco provas por disputar. A luta entre Hamilton e Rosberg está mais intensa do que nunca, pois há apenas três pontos a separar os dois pilotos.