Cento e quinze pessoas, entre as quais 84 sul-africanos, morreram no desmoronamento de um edifício em Lagos, Nigéria, que pertencia à igreja de um ‘tele-evangelista’, no passado dia 12, disse hoje um ministro sul-africano. “De acordo com a nossa avaliação, o número total de pessoas que morreram é de 115, mas não são todas sul-africanas. Houve 84 sul-africanos entre as vítimas” mortais, declarou aos jornalistas Jeff Radebe, o ministro encarregado da gestão da catástrofe.

O responsável falava depois de 25 sobreviventes sul-africanos, 16 dos quais gravemente feridos, terem sido repatriados. Os sul-africanos foram transportados num avião militar C-130 que contava com uma equipa médica de 19 elementos. “É o maior esforço (de retirada de pessoas) pela Força Aérea desde o despontar da democracia”, há duas décadas, disse Radebe.

Duas crianças órfãs, que perderam os pais na tragédia, estavam entre os sobreviventes que regressaram hoje à África do Sul. Os feridos foram transportados para o hospital universitário Steve Biko de Pretória. Segundo as autoridades sul-africanas, cerca de 350 seguidores sul-africanos do pregador encontravam-se no complexo da igreja, no bairro de Ikotun, em Lagos, quando desabou o edifício de três andares, que estava em obras.