O Brasil concedeu 3.079 vistos a estudantes portugueses oriundos de Faro, Lisboa e Porto entre 2011 e 2013, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores brasileiro.

Os vistos foram dados pelos consulados do Brasil nas três cidades, sendo 944 deles em 2011, 1.101 em 2012 e 1.034 em 2013. Os números deste ano ainda não foram divulgados.

A estatística reflete o número de autorizações dadas a portugueses para estudarem no Brasil, mas não representa o número exato, segundo o ministério. Uma situação que ocorre porque, da mesma forma que um cidadão de outro país pode pedir o visto nos consulados brasileiros em Portugal, portugueses podem solicitá-los noutras localidades.

No mesmo período de três anos, o ministério brasileiro contabilizou autorizações de estudo para 217 angolanos, 264 cabo-verdianos, 184 guineenses, 96 moçambicanos e 32 de São Tomé e Príncipe, considerando candidatos selecionados em convênio do Programa de Estudantes, voltado para países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém um acordo educacional, cultural ou científico-tecnológico.

O programa, que vale tanto para estudantes de graduação como de pós-graduação, também engloba candidatos de outros países da África, da América Latina e da Ásia.

O país africano lusófono com mais selecionados para estudar uma graduação no Brasil é Cabo Verde, com 2.657 autorizações desde o ano 2000, seguido de Guiné-Bissau, com 1.336, e Angola, com 583.

O ano em que essa migração estudantil alcançou seu maior número foi 2008, com 91 intercambistas de Angola, 381 de Cabo Verde e 133 de Guiné-Bissau.

Já entre os selecionados para programas de pós-graduação, destacam-se os moçambicanos, com 189 autorizações desde 2000, seguidos dos cabo-verdianos, com 125.