Os Estados Unidos pediram a Espanha para usar as bases de Morón de la Frontera (Sevilha) e Rota (Cádis) para o trânsito e a escala dos aviões que estão a lutar contra o ébola na África ocidental, escreve o El País. Segundo o mesmo jornal, os responsáveis da Saúde militar espanhola estão agora a negociar com o Pentágono “protocolos rigorosos” para evitar que os 3000 militares que participam na missão possam introduzir o vírus em Espanha.

Washington já garantiu que a bordo dos aviões não viajará pessoal médico que tenha lidado diretamente com doentes com ébola. Na maior parte, estas equipas são constituídas por engenheiros encarregues de construir hospitais de campanha. Os EUA também garantiram que não transportarão pessoas suspeitas de terem contraído a doença. As escalas, dizem, servirão apenas para reabastecimento e descanso da tripulação, que não está autorizada a deixar as bases.

Espanha tem o direito de analisar cada caso específico, o que significa que pode recusar a aterragem de aviões com passageiros suspeitos de estarem infetados com o vírus. De acordo com o El País, depois de autorizar o uso das bases no seu território para a luta contra o Estado Islâmico, Espanha não devia, em teoria, recusar o apoio a uma missão de caráter humanitário. Mas a questão é sensível e o Governo espanhol não respondeu ainda ao pedido feito em setembro pelo serviço aéreo das Nações Unidas para utilizar o aeroporto de Las Palmas de Gran Canaria como ponte para levar material e pessoal médico aos países mais afetados pelo Ébola.