Já pensou porque dorme tão bem num quarto de hotel? Talvez a “culpa” seja dos lençóis macios, do colchão suave q.b ou da atmosfera em redor. Ou, talvez, o motivo tenha contornos bem mais simples. O Huffington Post colocou a mesma questão e pediu a vários editores que relatassem as suas melhores experiências em unidades hoteleiras. O elo em comum nas diferentes respostas é, no mínimo, intrigante: todas as camas dos melhores hotéis são brancas.

Sim, brancas. Branquíssimas. Provavelmente nunca pensou nisso, pelo que sugerimos que faça uma introspeção e tente recordar-se daquele hotel onde passou aquela noite fantástica. A cama era branca? A ser verdade, o mais curioso é que despendemos imenso tempo (e energia) à procura de lençóis coloridos ou de almofadas com padrões surpreendentes lá para casa e, afinal, não é preciso.

Diz o Huffington Post que a cor branca é símbolo de luxo e que dormir em lençóis com essa tonalidade é, por isso, uma experiência luxuosa. “Visualmente, a ideia de uma cama branca é importante”, conta Erin Hoover, vice-presidente de design nos hotéis Westin e Sheraton. “Há algo [nelas] que inspira luxo e que permite uma boa noite de sono”. 

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Na década de 1990, a cadeia hoteleira Westin — com mais de 200 unidades espalhadas pelo globo — foi pioneira ao usar a cama Heavenly, numa altura em que era preferível (e comum) usar lençóis coloridos por serem mais fáceis de lavar. Depois de vários testes, o grupo adotou esta cama que aposta em 10 camadas de “puro conforto”, como se lê no respetivo site, e desenhada para servir de base para uma noite perfeita. Desde 1999, mais de 75 milhões de hóspedes já usufruíram dela.

“A cama totalmente branca criava uma aura especial; as pessoas sentiam que o quarto estava renovado, ainda que apenas a cama tenha sido mudada”, explica Hoover, que está longe de ser o único a defender a peça fulcral num quarto de hotel. Estabelecimentos como The Miraval, Hilton e Park Hyatt também já se renderam à tendência de sucesso.

Embora não existam estudos científicos capazes de corroborar a teoria em questão, o Huffington Post está convicto do efeito mágico do tom. Mas mesmo que o “feitiço” não lhe traga os resultados esperados, há outras dicas para dormir melhor num quarto de hotel, retiradas do site Health — como dormir com a janela aberta, caso o ambiente esteja abafado e o ar seco, ou pedir um quarto num canto de um piso superior, caso as paredes sejam finas, de forma a estar o mais afastado possível da rua e de vizinhos incómodos.