Cerca das 08h35 de Lisboa, os juros da dívida portuguesa a 10 anos estavam a subir para 3,586%, acima dos 3,5%, depois de terem fechado na segunda-feira nos 3,476% e descido até ao mínimo de sempre, de 2,957%, a 10 de outubro.

No mesmo sentido, a cinco anos, os juros estavam a subir para 2,238%, contra 2,127% na segunda-feira e depois de terem descido até ao mínimo de 1,584% a 05 de setembro.

A dois anos, os juros também estavam a subir, para 1,028%, acima de 1% pela primeira vez desde julho, depois de terem terminado a 0,973% na segunda-feira e de terem atingido o valor mais baixo alguma vez registado, de 0,437%, a 25 de setembro passado.

Além de manter a taxa de juro no mínimo histórico de 0,05%, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou em Nápoles, no início deste mês, mais pormenores sobre os programas de compra de dívida privada, designadamente que estes vão estar em vigor dois anos.

O pacote do BCE inclui a compra de ativos ABS (asset-backed securities) e de créditos hipotecários em euros emitidos por instituições financeiras da zona euro.

A 04 de setembro, o BCE tinha reduzido a taxa de juro diretora para 0,05%, um novo mínimo histórico, e anunciou que iria lançar um programa de compra de dívida privada para apoiar o mercado de crédito e dinamizar a economia da zona euro, mas sem precisar o montante.

A 17 de maio passado, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento solicitado por Portugal à ‘troika’ (Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a subir em todos os prazos. Dublin terminou a 15 de dezembro de 2013 o programa de ajustamento solicitado à ‘troika’ em 2010, no valor de 85 mil milhões de euros.

Os juros de Itália e Espanha estavam a subir em todos os prazos, bem como os da Grécia a cinco e dez anos, que são os únicos prazos disponíveis.