O Orçamento do Estado para 2027 passou a primeira barreira, como já se esperava. O PS viabilizou, como disse que o faria, o diploma que, agora, passa para a exigente etapa da especialidade, na qual o PS já prometeu que, não comprometendo o saldo orçamental, fará com que sejam aprovadas medidas de apoio às famílias (mas vai ter de se juntar ao Chega ou ao próprio PSD). Ou seja, o PS viabilizou na generalidade mas quer mudanças na especialidade — com um caderno de encargos pesado. O Governo já alertou para a pouca margem. “A estrada estreita não acaba hoje. Continua na especialidade”, declarou Leitão Amaro, ministro da Presidência, a quem coube o encerramento por parte do Governo. O Orçamento foi aprovado, nesta fase, com os votos favoráveis do PSD e CDS, a abstenção do PS, PAN e JPP e os votos contra de Chega, IL, Livre, PCP e Bloco.
Não por acaso um dos ministros que o Governo escolheu para fazer uma intervenção no debate do orçamento foi Miguel Pinto Luz, que tem a pasta da habitação, que manteve a tónica de atirar à esquerda e aos oito anos de governação pelo estado a que se chegou, com a convicção de que “temos em marcha o maior investimento de sempre em habitação pública”. Assumiu que a proposta de lei para alterar as regras do arrendamento não vai sair do Parlamento e, tal como Miranda Sarmento já tinha feito (recordando o caso Robles), defendeu a fasquia dos 2.300 euros para os menores impostos a pagar a quem cobra rendas. “Não esperem deste Governo o imobilismo do passado. Não contem connosco para que tudo fique na mesma”, atirou Pinto Luz, para concluir: “A indignação merece ser ouvida. Mas símbolos, palavras de ordem e cálculos eleitorais não constroem casas”.
Galp e Moeve sem acordo. Petrolífera portuguesa procura novo companheiro para refinaria
A 13 de julho a Galp informava que as negociações com a espanhola Moeve “continuam a progredir de forma construtiva” mas deslizava o prazo para um acordo para a segunda metade do ano. O anúncio de que a Galp e os acionistas da Moeve estavam a negociar a fusão dos negócios de postos de combustíveis e refinação tinha sido feito em janeiro, com a perspetiva de se avançar de forma célere. Nove meses depois, a fusão não nasceu.
Fez esta terça-feira 81 anos. Lula Inácio da Silva é o primeiro a conseguir ganhar quatro eleições presidenciais no Brasil. Derrotou na segunda volta Flávio Bolsonaro (que entretanto fugiu pela Argentinapara os Estados Unidos, depois do Tribunal ter determinado a apreensão do passaporte, no âmbito de uma investigação de branqueamento de capitais — ainda que esteja a ser investigado em dois casos), numa “virada” depois de ter perdido a primeira volta. Lula da Silva, de esquerda, diz que mesmo um octogenário pode mudar. “Vamos mudar o jeito de governar este país”, dedicando mais atenção à comunicação digital, prometeu. Aliás, depois de ter culpado as redes sociais pela derrota na primeira volta e de influência na eleição, Lula da Silva emendou a mão na segunda volta. André Janones é o homem de quem se fala, por ter criado um canal no Whatsapp, o Exército de Lula, que amealhou 10 milhões de seguidores.
Sendo um Presidente de esquerda e já andando a incorporar uma vitória de Flávio Bolsonaro, os mercados penalizaram a “virada”. A bolsa do Brasil, na segunda-feira, chegou a ter quedas de 15%, tal como o real (face ao dólar). No final desse dia a bolsa fechou em queda de 13,88%. E o dólar com uma valorização face ao real de 8,21%.
“Brasil e Portugal são as portas de entrada dos dois continentes. Queremos aprofundar nossa parceria e garantir que o Acordo entre o Mercosul e a União Europeia funcione a pleno vigor: ele é a demonstração que a cooperação e o multilateralismo seguem vivos”. Foi assim que Lula da Silva respondeu à mensagem de Luís Montenegro a dar os parabéns pela reeleição e prometendo aprofundar a parceria económica entre os dois países.
A EMPRESA
Os riscos ocupam cerca de 100 das 335 páginas do prospeto que a Anthropic, que desenvolveu o Claude, apresentou que antecede a colocação em bolsa. E nele, como já tinha sido antecipado, se fala do risco de os modelos de IA da empresa avançarem de tal forma ao ponto de colocarem em dúvida a própria existência humana. O risco existência da humanidade é escrito nesse prospeto. O potencial catastrófico do desenvolvimento dos seus modelos pode, inclusive, colocar em risco a própria empresa ou levá-la a elevados custos — isto é escrito num momento em que a Anthropic pretende conquistar investidores. E deve conquistar, apesar da contabilidade da Anthropic ainda suscitar várias dúvidas.
Quando é a entrada em bolsa ainda não está definido. Sabe-se que irá para o Nasdaq com o ticker ANT. As avaliações (menores do que já foram) apontam a uma oferta pública inicial que pode voltar a ser recorde — 1,5 biliões de dólares. Isto depois da SpaceX já ter estabelecido uma nova fasquia. A Anthropic entrou no clube dos grandes da IA. Agora vai passar a estar também nas “big tech” em bolsa. Os irmãos Dario e Daniela Amodei são dois dos sete fundadores da empresa que continuam todos na Anthropic. Os irmãos já têm “direito” a segurança paga pela empresa — o que, em 2025, teve um custo de 4 milhões de euros.
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