Uma exposição dedicada aos tecidos ikat indonésios, resultado de uma arte em vias em extinção, proveniente de uma das maiores coleções do mundo, vai ser inaugurada na quinta-feira, no Museu do Oriente, em Lisboa.

De acordo com o museu, as peças patentes na exposição “Linguagens Tecidas” pertencem à Coleção Pusaka, de Peter Ten Hoopen, escritor holandês residente em Portugal há vários anos, que a iniciou por ocasião de uma viagem à Indonésia na década de 1970.

Nessa década, Peter Ten Hoopen percorreu as ilhas indonésias comprando diversos exemplares, tendo continuado a colecionar os tecidos, adquirindo-os a particulares ou em leilões em todo o mundo.

A mostra – que ficará patente até 25 de janeiro de 2015 – aborda estas técnicas e a profusão das tradições indonésias de tecelagem.

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Serão apresentados alguns dos exemplares mais raros de têxteis ikat, nomeadamente os xailes ikat de seda, com brocado dourado, os ikat duplos balineses, de Tenganan, e os ikat de Los Palos, em Timor-Leste.

A exposição apresenta obras que representam esta arte da tecelagem do arquipélago indonésio, desde Sumatra, do Bornéu e de Timor-Leste, incluindo exemplares de ilhas remotas.