Muitas pessoas não investem porque pensam que o que conseguiriam poupar mensalmente seria ridículo. Todavia, não poupar é que é ridículo, porque, se investir bem, conseguirá maximizar todos os euros que guardar.

Se pensa que o que amealha mensalmente é pouco, comece já. Se, em vez de guardar 360 euros por mês nos últimos dez anos da sua vida ativa, investir 68 euros por mês durante 35 anos, acumula aproximadamente o mesmo valor, pouco mais de 50 mil euros, assumindo uma rendibilidade anual de 3%. Ou seja, se mais do que triplicar o prazo de aforro, consegue reduzir o esforço mensal em mais de cinco vezes.

Também importante é a rendibilidade que consegue com os seus investimentos. Ao investir 200 euros por mês à taxa de 1,5%, o valor médio dos depósitos a prazo celebrados em agosto passado, acumula tanto ao fim de 30 anos como aplicar 100 euros a 5,6%. Pensa que 5,6% é muito? As ações mundiais renderam 5,2% por ano nos últimos 114 anos acima da inflação.

O ideal é combinar um bom investimento com um prazo alargado de aforro. Se, em vez de aplicar 100 euros por mês na última década da vida ativa à taxa de 1,5%, investir 100 euros por mês no mercado acionista durante 36 anos, acumula dez vezes mais na altura da aposentação, cerca de 135 mil euros, assumindo uma rendibilidade anual de 5,6%.

Técnicas de mealheiro

Ter uma poupança periódica reduzida tem algumas limitações. Por exemplo, não deve investir menos de dois mil euros na bolsa, se for comprar diretamente ações. As comissões de negociação são demasiado elevadas e é preciso um montante deste calibre para as diluir. De qualquer maneira, deve escolher um intermediário financeiro barato, como os portugueses Banco Carregosa (através da plataforma GoBulling Pro), Banco Invest e Orey Financial (via Orey iTrade), ou uma corretora internacional, como a recém-lançada DeGiro.

Uma estratégia inteligente é a de acumular os poucos euros numa aplicação temporária que tenha um mínimo de subscrição reduzido. A banca é rica nestas aplicações, mas os Certificados de Aforro apenas exigem 100 euros por subscrição e podem ser resgatados em qualquer altura após os primeiros três meses.

Alguns fundos de investimento também exigem pouco, pelo menos nos reforços posteriores à subscrição. Vários fundos da Caixagest, a gestora da Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, têm mínimos de subscrição de 100 euros. A Caixagest é a maior sociedade gestora de fundos em Portugal.