O exército do Burkina Faso reafirmou este domingo o seu compromisso em implementar um regime de transição consensual, num comunicado divulgado após conversações com a oposição.

“Será criado um órgão de transição com todas as componentes adotadas por amplo consenso e com uma duração precisa”, refere o comunicado lido em conferência de imprensa por um militar, adjunto do novo homem forte do país, Isaac Zida, escolhido no sábado pelo exército para liderar o regime de transição, após o afastamento do presidente Blaise Compaoré.

“O poder não nos interessa, o interesse superior da nação está primeiro”, dizem os militares, que assumiram este domingo o controlo da televisão e da principal praça de Ouagadougou, depois de uma manifestação a exigir uma transição civil.

Um jovem foi morto a tiro perto das instalações da televisão, onde os militares dispararam para dispersar centenas de manifestantes, segundo o comunicado.

De acordo com a oposição, perto de 30 pessoas foram mortas na última semana nos protestos que levaram à demissão de Blaise Compaoré, após 27 anos no poder.