O presidente da Câmara Municipal do Porto disse esta segunda-feira à noite que a eventual introdução de taxas turísticas exige “prudência infinita” e uma avaliação macroeconómica, “para não matar a galinha dos ovos de ouro”.

Rui Moreira abordou a questão no debate sobre o orçamento camarário para 2015, na Assembleia Municipal e na sequência de uma intervenção do Bloco de Esquerda (BE).

O deputado bloquista falou do assunto dizendo que “deve ser discutido e avaliado” pela autarquia portuense, visando “melhorar as receitas” para o município.

A questão saltou para o debate público depois de ser conhecido que a Câmara de Lisboa decidiu aplicar taxas sobre as entradas no porto e no aeroporto locais e sobre as dormidas.

No Porto, as taxas turísticas foram afloradas na Assembleia Municipal. O BE alegou que várias cidades europeias já as aplicam e José Castro sugeriu até “uma taxa sobre multibancos quando estes ocupam espaço público”, afirmando haver cidades espanholas que a têm.

“Taxas sobre dormidas? Não é assim que se promove a competitividade da oferta turística”, contrapôs o deputado do CDS-PP André Noronha, que agora lidera o grupo municipal do movimento Porto, O Nosso Partido (PNP), afeto a Rui Moreira.

O autarca também respondeu a José Castro afirmando que, nesta matéria, é preciso “ter cuidado para não matar a galinha dos ovos de ouro”, porque uma taxa municipal turística pode “afetar a procura” da cidade do Porto.

“Temos que ver como o mercado se comporta. Isso pode induzir desconfiança”, considerou Rui Moreira, acrescentando que o assunto exige “prudência infinita”.

Considerou ainda que “não se pode fazer experimentalismo” com uma medidas desse tipo, que, de qualquer forma, exigem uma “avaliação económica”.