Um ciclo de recitais de música de câmara, com solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa que irão interpretar os compositores preferidos da pintora Maria Helena Vieira da Silva, começa no sábado, em Lisboa, e prolonga-se até maio de 2015.

De acordo com a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (FASVS), este ciclo, realizado em colaboração com a Associação Música, Educação e Cultura (AMEC/Metropolitana), está inserido nas celebrações dos vinte anos de vida do museu da pintora em Lisboa. O objetivo da iniciativa, segundo aquela entidade, é celebrar a relação entre Maria Helena Vieira da Silva e a música, interpretando, nos recitais, as obras de compositores muito queridos da pintora portuguesa, nomeadamente Bach, Mozart, Arrieu, Handel, Haydn, Schubert e Cannabich.

O ciclo tem início no sábado, às 16h, com um recital de violoncelo, no qual Peter Flanagan, um dos Solistas da Metropolitana, vai interpretar suites de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Os recitais desta temporada no Museu Vieira da Silva estão ainda marcados para 14 de dezembro e, em 2015, para 7 de fevereiro, 28 de março e 16 de maio.

De acordo com a FASVS, a intenção é que as temporadas possam vir a renovar-se posteriormente, o que permitirá retomar uma colaboração que já existiu entre as duas entidades. “A minha pintura seria diferente se a ‘arte da fuga’ não me fosse familiar”, disse um dia Maria Helena Vieira da Silva sobre o seu trabalho, comentando a sua íntima relação com a “linguagem dos sons”, numa alusão a uma das derradeiras obras de Johann Sebastian Bach.

O museu inaugurou a 30 de outubro uma exposição que faz o balanço da atividade de duas décadas de uma existência dedicada à divulgação da obra do casal de artistas. As celebrações vão prolongar-se durante um ano com um programa que inclui a organização de conferências, a exibição de filmes e outras iniciativas que a entidade irá divulgar posteriormente.

Criada ainda em vida de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), uma das mais importantes pintoras portuguesas, e instituída por decreto-lei em 10 de maio de 1990, a FASVS tem como missão garantir a existência de um espaço, em Portugal, onde o público possa contactar permanentemente com a obra dos dois pintores.