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Kim Kardashain West falou pela primeira vez sobre as fotografias de celebridades norte-americanas que ilegalmente chegaram às redes sociais no passado mês de setembro. À semelhança de famosas como Jennifer Lawrence e Rihanna, também ela foi vítima de um crime informático que esteve no centro do debate social. Numa entrevista à Elle britânica, para a qual faz capa na edição de janeiro, explicou que se sente violada e que lhe tiraram o direito de escolha. “Sinto-me violada porque estas são imagens privadas. Eu não escolhi que elas fossem ‘lá para fora’. (…) Mas eu também sou realista. Estou praticamente nua em capas de revistas, pelo que não posso ficar louca com isto. A única escolha que posso fazer é a de não permitir que isto me afete. Não vou ter essa escolha retirada de mim”.

A nudez pública não é nada que assuste a socialite de 34 anos, que já tirou a roupa em diversas ocasiões. A produção de moda mais ousada e mais recente aconteceu há menos de um mês, quando a revista Papermag a convidou com o objetivo de “deitar a Internet abaixo”. A edição tornou-se viral, invadiu as redes sociais e a imprensa internacional, provocando as mais diversas reações. Nas imagens, Kim aparecia praticamente nua, tanto de frente como de trás, com o rabo em clara evidência. A estrela de televisão contou que aquele foi um “projeto de arte” que contribuiu com conta e medida para a sua autoestima: “Todos devem fazer aquilo com que estão confortáveis e eu nunca sou uma pessoa de pregar, mas senti-me (…) muito bem comigo mesma.”

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Os “conselhos” são daquela que é indiscutivelmente uma das mulheres mais influentes do mundo. É a Elle britância que o diz. E justifica: a bem-sucedida empresária, com um império multimilionário, faz 2.000 libras (cerca de 2.500 euros) por hora, tem 20 novos seguidores a cada minuto nas redes sociais e a sua nova aplicação para dispositivos móveis fez qualquer coisa como 27 milhões de libras (34 milhões de euros) nos primeiros três meses. Mas não são (só) os números que revelam o seu poderio. O corpo curvilíneo, diz a publicação, também tem ajudado a redefinir os padrões de beleza atuais. E esse é precisamente outro dos temas abordados na entrevista.

Para surpresa de muitos, Kim confessou que não nasceu confiante da imagem que tem e que teve de trabalhar para alcançar a tão invejável autoestima que hoje está no centro das atenções (e das revistas). “Levei muito tempo até ser feliz com o meu corpo e para que a minha confiança crescesse até onde está hoje. Eu cresci quando o corpo para se ter era alto, magro, de supermodelo, tal como [o da] Cindy Crawford. Ninguém se parecia comigo”, comentou, citada pelo Huffington Post. “É bom quebrar o molde (…) Eu sou uma rapariga arménia, tenho forma e acontece que as pessoas gostaram disso. Isso faz-me sentir bem comigo própria (…) Eu sou uma mulher confiante, mas não cheguei confiante — foi algo que foi sendo construído ao longo dos anos e isso é uma grande parte de quem sou”.

Para a edição de janeiro da Elle contam-se três capas diferentes com um elo em comum: uma Kardashian confiante e sedutora, fotografada por aclamado Jean Baptiste Mondino e nas quais é vista a usar as marcas Balmain, Louis Vuitton, Burberry e Balenciaga.