Desde o início do ano já foram fiscalizadas mais de 3.500 empresas pelos inspetores da Segurança Social. Através dessas ações, a Segurança Social detetou que tem para receber sete milhões de euros em contribuições que não foram declaradas. Mas os números não ficam por aqui: no total, a Segurança Social tem pendentes quase 1.500 processos-crime que lhe valem 41 milhões de euros.

Os números, divulgados em comunicado pela Segurança Social, podem no entanto ser mais elevados. No que diz respeito a contribuições em falta, dos processos desde o início do ano, o Estado tem a receber sete milhões de euros, e que podem chegar a mais de 25 milhões de euros se se tiver em conta os processos pendentes. E se se tiver em conta os processos-crime, o número cresce em mais 41 milhões de euros.

No comunicado da Segurança Social, é referido que foram sobretudo encontrados crimes de “abuso de confiança, seguido do crime de burla tributária e do crime de fraude fiscal”. Além destes processos, foram instaurados 1756 processos de contra-ordenação e 4.559 infrações.

Durante o ano, os inspetores fizeram ainda quase 15 mil ações de fiscalização para encontrarem casos em que trabalhadores estivessem a receber o salário e em simultâneo fossem beneficiários de prestações sociais. Diz o comunicado do Segurança Social que “é nos locais de trabalho que casos de ‘fraude prestacional’ são facilmente comprovados, sendo os beneficiários e empregadores apanhados em flagrante, uns porque efetuam a comunicação de admissão e os devidos descontos para a Segurança Social, outros porque recebem prestações sociais ao mesmo tempo que estão a trabalhar”.

Para 2015, o Governo promete reforçar a fiscalização na tentativa de reduzir a fraude e, por isso, diz que para isso foram contratados 46 novos inspetores.