As autoridades de Pequim avançaram com novas medidas para reduzir o risco do sistema financeira chinês, o que levou as bolsas a registar a maior queda desde 2009. O índice geral de Xangai perdeu 5,43% nesta terça-feira, enquanto o índice Hang Seng, da praça de Hong-Kong, cedeu 2,34%.

Pelas novas regras, o regulador chinês impede os investidores de apresentarem obrigações de rating inferior como garantia em empréstimos. Os mercados locais de dívida foram os primeiros a sofrer, mas rapidamente a pressão foi alastrada às ações, que registaram o maior tombo em Xangai desde 2009. O yuan, a divisa chinesa, também caiu face às principais moedas mundiais.

O mercado europeu também reagiu à queda dos mercados chineses. O Euro Stoxx 50, que mede o movimento das 50 maiores firmas europeias, estava a cair 1,91% às 15 horas. O português PSI 20 era um dos que mais perdia, ao desvalorizar 2,46% à mesma hora. As ações do Banco BPI eram as que mais desciam (-5,59%). Apenas os CTT avançavam (0,32%) no principal índice de Lisboa.

A Grécia era, no entanto, o mercado mais penalizado. O índice geral da bolsa de Atenas tombava mais de 13%, reagindo não só à situação na China mas também ao risco crescente de ser necessário convocar eleições legislativas para decidir o próximo governo helénico.

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Nas Américas, as quedas também eram generalizadas às 15 horas, apesar de menos extremas. O norte-americano Standard & Poor’s 500 caía 0,72% e o Ibovespa, da bolsa de São Paulo, descia 0,73%.

Enquanto as bolsas sofriam, o ouro, visto por muitos como um refúgio para momentos de instabilidade, ascendia nos mercados de mercadorias. Às 15:30, o metal amarelo estava a valorizar 2,38%. À frente, seguia a prata que ganhava 3,86%.