Hoje, cerca das 08h45 de Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,973%, depois de terem terminado no final da semana a 2,971% e de terem batido o mínimo de sempre de 2,719% a 8 de dezembro.
Também no prazo de cinco anos, os juros estavam a subir, para 1,742%, contra 1,733% na sexta-feira e do mínimo de sempre, 1,441%, a 8 de dezembro.
Os juros a dois anos também estavam a subir, para 0,614%, contra 0,595% na sexta-feira e depois de terem descido até ao mínimo de 0,437% a 25 de setembro.
A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar. O programa de ajustamento solicitado por Portugal à ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.
A 4 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve inalteradas as taxas de juro, mas o presidente da instituição, Mario Draghi, voltou a deixar antever que a entidade monetária se prepara para comprar dívida soberana em grandes quantidades, caso as medidas adotadas até agora não sejam suficientes e as perspetivas da inflação piorem. A taxa de juro diretora está fixada no mínimo histórico de 0,05% desde 04 de setembro passado.
Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam hoje a subir em todos os prazos.
Os juros de Itália estavam a subir em todos os prazos, enquanto os de Espanha estavam a subir a dois e cinco anos e a descer a 10 anos.
Os juros da Grécia a cinco e dez anos, os únicos prazos disponíveis para este país, estavam a descer depois de terem atingido máximos na sexta-feira.