Os Estados Unidos e Cuba vão iniciar conversas para normalizar, por completo, as relações diplomáticas entre os dois países depois de anos de afastamento. A informação foi avançada por responsáveis norte-americanos citados pelo jornal norte-americano New York Times.

A mudança de posição dos EUA acontece no dia em que foi libertado, por razões humanitárias, Alan Gross, um americano que estava preso em cuba há mais de cinco anos, acusado de ser um espião norte-americano.

Recorde-se que os Estados Unidos têm em vigor um embargo às exportações para Cuba, parcial desde 1960 e total a partir de 1962.

Segundo a CNN, a libertação de Alan Gross, que desenvolvia projetos de desenvolvimento humanitário em vários países, terá sido um acordo de troca com outros três cubanos que cumpriam pena por espionagem numa prisão do Estado norte-americano da Florida desde 2001. As autoridades norte-americanas já confirmaram a libertação dos três cubanos.

No entanto, as autoridades dizem que não se trata de uma troca de prisioneiros, mas sim de acordos autónomos.

Alan Gross estava em Cuba para entregar telefones de satélite capazes de fazer ligações à internet quando foi preso, em 2009. As autoridades cubanas, que controlam de forma muito apertada o acesso à internet no país, acusaram-no inicialmente de ser um espião. Mais tarde, um tribunal condenou-o por considerar que a entrega desses telefones era parte de uma conspiração para “destruir a revolução” cubana.

O caso de Alan Gross gerou mais atenção à medida que a sua saúde começou a fraquejar. O norte-americano perdeu muito peso e está a perder a visão no olho direito, depois de uma greve de fome de nove dias em abril deste ano.

Cuba, por várias vezes, levantou a questão dos três detidos, considerando que estes foram acusados injustamente e pedindo a libertações dos três alegando razões humanitárias. No entanto, os EUA dizem que os casos eram diferentes porque Gross não era um espião.