A mulher inglesa infetada com ébola e que estava internada em Glasgow foi transferida durante a noite para um hospital em Londres. Esta transferência foi acompanhada pela Força Aérea britânica e por médicos militares. As pessoas que viajaram com esta mulher da Serra Leoa até Casablanca, daí até Heathrow e deste aeroporto londrino para Glasgow já estão a ser contactadas e testadas, embora as autoridades britânicas aleguem que o risco de contágio “é muito baixo”.
O Royal Free Hospital em Londres é um dos hospitais no Reino Unido com maior capacidade de isolamento dos pacientes e no início do ano, o enfermeiro britânico, William Pooley, também infetado com ébola foi tratado com sucesso nesta instituição. A mulher inglesa foi transferida num avião militar durante a noite e escoltada até ao hospital. Terá contraído a doença enquanto trabalhava na organização internacional Save The Children na Serra Leoa. A mulher trabalha no setor da saúde, embora não se saiba para já se é médica ou enfermeira.
As autoridades estão agora a tentar localizar os passageiros com quem esta paciente viajou desde a Serra Leoa, mas dizem que o perigo para a saúde pública é “muito baixo”. O equivalente ao ministro da Saúde no Reino Unido diz que as medidas de segurança estão a ser tomadas e que o serviço nacional de saúde britânico está a rever procedimentos e protocolos dos trabalhadores ligados à saúde que estão na Serra Leoa.
Há ainda mais uma pessoa na Escócia, também vinda recentemente da Serra Leoa, que está a ser testada para saber se foi ou não infetada com ébola.