De acordo com o jornal South China Morning Post, as autoridades locais esperam que o abate esteja concluído hoje. O Governo vai também inspecionar as 27 quintas de criação aviária do território para realizar testes aos animais, avançou o responsável pela segurança alimentar, Ko Wing-man. “Durante o período em que o mercado de Cheung Sha Wan estiver fechado, a importação de aves vivas da China vai parar”, explicou Ko.

As galinhas infetadas faziam parte de encomenda de 1.200 aves da quinta de Huizhou, na província de Guangdong. Ko garantiu que o espaço será sujeito a novas inspeções pelas autoridades do Continente antes de voltar a abastecer Hong Kong.

Tsui Ming-tuen, presidente da Associação de Vendedores de Aves de Hong Kong, manifestou surpresa com o facto de, mesmo com apertada fiscalização, terem sido exportados animais com o vírus H7N9.

Em janeiro, 20.000 aves foram mortas depois de uma amostra de galinhas de um fornecedor de Guangdong ter testado positivo para o vírus da gripe das aves. Na altura, a cidade esteve três semanas sem comércio de aves vivas.

Os vendedores receberam 30 dólares de Hong Kong (cerca de 3 euros) por cada galinha morta em compensação pelo prejuízo, tal como os criadores por cada ave que não puderam vender devido à suspensão temporária dos mercados.

No domingo, Hong Kong elevou o nível de alerta de gripe das aves depois do internamento de uma mulher em estado crítico. A doente de 68 anos foi hospitalizada no Dia de Natal, duas semanas depois de ter regressado da cidade chinesa de Shenzhen, no sul da China, onde tinha comido carne de frango.