O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) defendeu nesta terça-feira mais e melhor investimento para sustentar um “crescimento forte” das exportações e apontou as oportunidades que as empresas podem aproveitar para crescerem. Miguel Frasquilho falava no encerramento do Seminário Diplomático, que decorreu em Lisboa.

“Só com mais e melhor investimento seremos capazes de sustentar um crescimento forte das exportações, como todos desejamos. E a captação de investimento é, precisamente, a segunda grande missão da AICEP que, como facilmente se percebe, é tão importante como o apoio à internacionalização”, disse Frasquilho, sublinhando que “a internacionalização é a única forma de proporcionar um crescimento económico e um desenvolvimento sustentáveis”.

O presidente da AICEP lembrou que, de acordo com o Plano Estratégico da entidade, recentemente divulgado, vai ser criada uma rede de especialistas na captação de investimento estrangeiro, designados como FDI Scouts, que irá estar focada em três áreas geográficas: América do Norte (Canadá e Estados Unidos), Europa (Alemanha, Benelux -Bélgica, Holanda e Luxemburgo -, França, Itália, Reino Unido e Suíça) e Ásia (China, Coreia do Sul e Japão).

“É minha convicção que a rede de FDI Scouts, em conjunto com as nossas delegações, as nossas representações diplomáticas nesses países, e a força e a competitividade de Portugal, potenciam a atração e retenção de mais e melhor investimento no nosso país”, sublinhou.

Até final de 2016, a AICEP pretende acompanhar 65 mercados, alargando a presença a 12 novos países: Cazaquistão, Coreia do Sul, Equador, Finlândia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Nigéria, Noruega, São Tomé e Príncipe, Senegal e Timor-Leste. A AICEP vai também reforçar as suas equipas externas em 16 mercados, na sua maioria fora da Europa.

Miguel Frasquilho, que partilhou uma pequena apresentação do que será um filme promocional de Portugal, apontou as oportunidades de que as empresas podem beneficiar como a reforma da tributação do IRC, que deve ficar concluída até 2018, o novo Código Fiscal do Investimento e o novo Quadro Comunitário de Apoio para o período 2014-2020.

Para o ano que se inicia, Miguel Frasquilho disse esperar que no campo económico “Portugal continue a mostrar a sua força, quer ao nível das exportações, quer ao nível da captação de investimento”. “É este o caminho que tem de continuar a ser traçado”, apontou.