Os conselhos de administração do IAPMEI e da AICEP estão incompletos, cada um com um membro em falta, mas segundo o ministro da Economia não será por muito tempo. Ouvido esta quarta-feira no Parlamento sobre a “orientação estratégica, da estabilidade institucional e dos critérios de gestão das lideranças da AICEP e do IAPMEI”, Manuel Castro Almeida desvalorizou as preocupações dos deputados e indicou que as instituições terão as administrações completas no espaço de “um mês e meio ou dois meses”.
Castro Almeida rejeitou que haja “balbúrdia” ou “instabilidade” nas lideranças dos dois organismos, argumentando que pela primeira vez estes têm as análises às candidaturas a fundos europeus em dia.
No caso do IAPMEI, a Agência para a Competitividade e Inovação ficou sem presidente em maio porque José Pulido Valente pediu a reforma, isto depois de ter sido nomeado em setembro do ano passado. O PS questionou como é que Pulido Valente foi nomeado para um mandato de cinco anos e poucos meses depois pediu a reforma. Já para o Chega o pedido de reforma foi uma “deselegância do presidente do órgão, que, se aceitou, devia cumprir o mandato na íntegra independentemente da idade”.
Castro Almeida desvalorizou, considerando “a coisa mais normal do mundo” que “alguém, quando chega à idade da reforma, opte por ir para a reforma”. O ministro agradeceu, inclusive, ao anterior presidente do IAPMEI por ter “enaltecido o lugar que ocupou” e por ter “prestigiado com o seu percurso profissional a cadeira de presidente do IAPMEI”. Para a sua substituição foi aberto um concurso, que está a decorrer na Cresap, “tudo normal conforme a regra”.
Já a AICEP perdeu um administrador, Francisco Pinheiro Catalão, porque este foi nomeado para secretário de Estado da Gestão da Saúde. Sobre a atual presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, o ministro diz que “conhece a casa como poucos, está a fazer um trabalho de grande coesão no interior da AICEP porque tem a respeitabilidade que poucos podem ter, não tem nada que ver com jobs for the boys ou carreirismo”.
Sobre as nomeações que vão ser feitas para os lugares vagos, Castro Almeida sublinhou que não há da parte do Governo “qualquer outro critério para a escolha de dirigentes da administração pública que não seja a competência e o mérito das pessoas nomeadas. Podem não ser de partido nenhum ou pertencer a um partido da oposição. Este Governo não pode ser acusado de cegueira ideológico-partidária na nomeação dos dirigentes. Há gente competente noutros partidos. É sentido de Estado”, resume. “Não há, não pode haver e não vai haver nenhuma motivação partidária” nas escolhas, assegura.