Dos 62.581 estudantes que entraram no ensino superior em 2011/12 para tirar uma licenciatura, mais de 8.000 acabaram por desistir ao fim de um ano de curso, o que corresponde a mais de um em cada dez estudantes (13%), de acordo com os dados divulgados, pela primeira vez, pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciências (DGEEC).

As maiores percentagens de abandono foram:

  • 17,2% no ensino universitário privado
  • 14,4% no ensino politécnico privado
  • 12,6% no ensino politécnico público
  • 11,8% no ensino universitário público

Em termos absolutos, o maior número de desistências observou-se nos politécnicos públicos (3.100 alunos).

Olhando mais em detalhe para as instituições de ensino superior público, verifica-se que a Universidade Aberta surge isolada na frente das que mais perderam estudantes ao fim de um ano de licenciatura (41,4% dos alunos “não foram encontrados no ensino superior” no ano seguinte). Onde menos desistiram, percentualmente, (6,1%) foi em Coimbra, num total de 166 estudantes. No caso dos politécnicos públicos, foi o de Tomar que registou uma maior percentagem de desistências (25,2%), num total de 115 alunos. Já nas unidades de ensino politécnico da Universidade da Madeira nenhum dos 26 “caloiros” desistiu.

Em termos de cursos, foi o de agricultura que registou o maior abandono (15%), seguido dos cursos de ciências sociais, comércio e direito (14%) e das artes e humanidades (13,8%).