A adesão à greve dos enfermeiros nos hospitais portugueses referente ao turno da noite é de 78,4%, disse esta sexta-feira à agência Lusa a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Guadalupe Simões.
Segundo dados disponibilizados nesta sexta-feira pela Frente Comum, a adesão à greve dos trabalhadores da administração pública no turno da noite em hospitais de todo o do país ronda os 100%, tendo sido cumpridos apenas os serviços mínimos.
Em declarações à agência Lusa ao início da manhã, Guadalupe Simões fez um primeiro balanço com os dados do primeiro turno da greve, adiantando que a adesão “está a ser muito boa”, apesar de o Governo ter alterado as condições à última hora.
“A adesão está a ser muito boa, o turno da noite registou uma adesão de 78,4 por cento (%), chegando em alguns hospitais muito perto dos 100 por cento. A nossa expectativa é que se mantenham estes números no turno da manhã e da tarde”, explicou.
A sindicalista adiantou que os hospitais de Peniche, Fundão e Lamego registaram uma adesão de 100%, no Hospital Dona Estefânia 91,2%, Hospital de São José 85,9%, Hospital de Santa Marta 97,1%, Unidade Local de Saúde de Matosinhos 85,2%, Hospital de São João 84,9% e Hospitais da Universidade de Coimbra 84,6%.
Às 08:00, a Lusa verificou que os corredores do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, se encontravam praticamente vazios devido à greve, mas ainda alguns utentes, pois muitos daqueles que se deslocaram àquela unidade hospitalar foram surpreendidos pela paralisação.
No que diz respeito à recolha do lixo, foi registada uma adesão de 100% nos turnos da noite nas câmaras municipais de Évora, Amadora, Lisboa (garagem dos Olivais), Loures, Almada, Moita, Seixal, Palmela, Alcochete e Vila Franca de Xira.
Na Câmara Municipal do Funchal, os níveis de adesão à greve no turno da noite registaram 88%, na Câmara Municipal de Guimarães 60%, em Barcelos 50%, Sintra 95% e Setúbal 97%.
A Frente Comum adianta que a adesão à greve no Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa é de 100%.
A greve desta sexta-feira foi convocada pela Federação sindical filiada na CGTP e teve depois a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).
Na origem da convocação da greve estão os cortes salariais na função pública, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no setor.
Esta sexta-feira de manhã, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, adiantou que a adesão à greve dos trabalhadores da função pública varia entre os 80 e os 100% nos resíduos sólidos, nos turnos da noite dos hospitais e nos bombeiros sapadores.
O líder da central sindical estimou que esta sexta-feira de manhã a adesão seja elevada em termos gerais nos setores da saúde, educação, segurança social e justiça.