António Mexia vai fazer mais um mandato na liderança executiva da EDP, de acordo com os documentos enviados pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O ex-ministro da Economia no Governo de Pedro Santana Lopes e antigo presidente da Galp manteve o lugar de presidente do conselho de administração executivo após a China Three Gorges (CTG) ter tomado o controlo da empresa portuguesa do setor energético e, segundo a proposta que irá a votos durante a assembleia geral de acionistas que se realiza a 21 de abril próximo, será reconduzido na chefia de uma equipa de oito elementos, em que terá voto de qualidade.

Nuno Almeida Alves, João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, António Martins da Costa, João Marques da Cruz, Miguel Stilwell de Andrade, Miguel Setas e Rui Lopes Teixeira são os restantes membros do conselho de administração executivo para o triénio que decorre de 2015 a 2017, segundo a proposta relativa ao ponto 9 da ordem de trabalhos da assembleia que reunirá os acionistas da EDP.

Para o conselho geral e de supervisão da empresa está previsto que a presidência seja reservada a um representante da CTG, enquanto a vice-presidência estará confiada a Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros durante a governação de José Sócrates e presidente do Banif. O advogado e militante do PS António Vitorino presidirá à mesa da assembleia geral, enquanto Luís Cortes Martins liderará a comissão de vencimentos, que será composta, ainda, por José Maury e Estela Barbot.