O PS exigiu esta sexta-feira ao Governo a suspensão imediata das privatizações da CP Carga e da EMEF, alegando que o processo foi conduzido em segredo e não deve concretizar-se a seis meses das eleições.

Na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo anunciou a privatização da CP Carga e da EMEF (Empresa de Manutenção de Material Ferroviário).

“O PS não entende esta urgência do Governo, estas privatizações poderão ficar concretizadas nos últimos dias do mandato e até poderão transitar para a próxima legislatura. A recente trapalhada do concurso para a subconcessão da operação das empresas Metro do Porto e STCP, também ele lançado apressadamente e contra parceiros sociais e agentes políticos e económicos, deveria impedir o Governo de incorrer novamente em turbo-privatizações”, advogam os socialistas em comunicado.

No mesmo comunicado, o PS promete confrontar o ministro da Economia, Pires de Lima, em sede de comissão parlamentar, com este processo de privatizações, que diz ter sido “preparado no segredo dos gabinetes ministeriais”.

“O Governo não adiantou os estudos técnicos e a informação económico-financeira que sustentam a sua decisão pela venda direta de referência em detrimento de outras opções, como a alienação parcial do capital para reforço da posição competitiva destas empresas. O Governo não ouviu os parceiros sociais, não garantiu os postos de trabalho e não assegurou os direitos laborais dos cerca de dois mil trabalhadores destas empresas”, acrescenta o PS.