Airbus 320

Investigadores já identificaram ADN de 78 ocupantes do A320

As condições do local e os destroços não facilitam o trabalho dos investigadores. Ainda não foi identificado nenhum passageiro.

YOAN VALAT/EPA

Os investigadores franceses já identificaram o ADN de 78 dos 150 ocupantes do avião A320 da Germanwings que se despenhou nos Alpes franceses na terça-feira passada, indicou este domingo o líder que dirige a equipa de investigação, Brice Robin.

De momento não se identificou nenhum passageiro, o que será feito posteriormente em Paris, comparando as amostras colhidas no local da tragédia com as amostras trazidas por familiares, indicaram ainda à agência espanhola EFE fontes da investigação.

Os trabalhos de busca dos restos dos corpos dos passageiros no local do acidente prosseguem hoje pelo sexto dia consecutivo. Por dia, são feitos 50 voos de helicópteros para transportar técnicos de busca. Mas as condições do local e os destroços não facilitam o trabalho dos investigadores.

O ex-presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, e agora delegado de Portugal no Conselho Europeu de Medicina Legal, explicou ao Observador como tudo funciona.

Segundo Duarte Nuno Vieira, os métodos para identificação dos corpos em situações de catástrofes variam conforme a acessibilidade ao local, as condições dos corpos e as próprias condições técnicas. “Neste caso os corpos devem estar muito fragmentados. Mas a França não tem os mesmos meios tecnológicos que Papua-Nova Guiné”, exemplifica.

Depois, todo o processo de identificação “é comparativo”. O caso do avião Airbus 320 “é um desastre fechado”. Ou seja, as autoridades têm uma lista com os nomes de todas as vítimas, o que não aconteceria se fosse um acidente de comboio, por exemplo.

Terá que ser feito um estudo comparativo entre os dados ante-mortem e post-mortem, mas como os corpos estão fragmentados vai ser preciso ADN para comparar”, refere Duarte Nuno Vieira.

Os métodos de identificação dividem-se em primários, ou científicos, e em secundários. Nos primários estão as impressões digitais, os perfis dentários, alguns elementos médicos, como uma prótese ou umpacemaker, que têm um número de identificação, e análises de ADN. Depois há todas as características individuais, como cicatrizes, tatuagens, vestuário, objetos de adorno, alianças. E todas estas informações são recolhidas por uma equipa própria junto de familiares e amigos com regras restritas.

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