Pelo menos 52 pessoas foram detidas desde janeiro passado na Venezuela por alegadas violações dos direitos humanos, anunciou a procuradora-geral, Luísa Ortega Díaz, vincando que é política do Estado respeitar os direitos dos cidadãos.

“Em matéria de direitos humanos, o Ministério Público privou 52 pessoas da liberdade, entre janeiro e março”, disse a procuradora.

Luísa Ortega Díaz falava em Caracas, durante um fórum sobre “[Barack] Obama e a sua estratégia de ingerência contra a Venezuela”, que teve lugar na Assembleia Nacional (parlamento).

Segundo a procuradora-geral, “as violações graves contra os direitos humanos ocorreram na Venezuela durante décadas passadas, em que foram violadas as garantias dos venezuelanos”.

“Tudo ocorria perante o olhar cúmplice dos Estados Unidos, pois nunca houve um pronunciamento por parte dos EUA, nem decretos, nem ordens executivas emanadas desde a Casa Branca”, sublinhou.

Luísa Ortega Díaz aproveitou a ocasião para dizer que a decisão do Presidente dos EUA, Barack Obama, de declarar, a 09 de março último, que a Venezuela é “uma ameaça inusitada e extraordinária” para a política e a segurança norte-americanas é uma agressão contra Caracas.

“O verdadeiro objetivo desta nova e desmedida ação não é só agredir, mas também intentar apoderar-se das maiores reservas de água e de oxigénio com que conta o planeta, que, por casualidade, encontram-se aqui, na América do Sul”, concluiu.