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Literatura

David Machado vence Prémio da União Europeia para a Literatura

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"Índice Médio de Felicidade", romance sobre os efeitos da crise que se abateu sobre Portugal e a Europa, convenceu o júri por unanimidade. É a terceira vez que um escritor luso recebe o prémio.

David Machado vai receber o prémio numa cerimónia que terá lugar em Bruxelas, a 23 de junho

© Hugo Amaral / Observador

O escritor David Machado foi o vencedor português do Prémio da União Europeia para a Literatura. Os nomes dos 12 escritores premiados foram anunciados esta terça-feira, na Feira do Livro de Londres, por Tibor Navracsics, Comissário Europeu para a Educação, Cultura, Juventude e Desporto.

A história de Daniel, cujos planos para o futuro se veem abalados (mas não destruídos) pela crise e o desemprego, foi publicada em 2014 pela Dom Quixote. A decisão unânime de premiar o romance Índice Médio de Felicidade foi do júri composto por Elísio Maia, em representação dos livreiros portugueses, José Jorge Letria, em representação dos autores, e João Amaral, em representação dos editores.

“Trata-se de um romance cujo protagonista sofre os efeitos da crise que se abate sobre Portugal e a Europa, mas não desiste de lutar por um futuro digno para si e para a sua família”, justificou o júri. O autor “não pode deixar de ser considerado como um promissor talento, que emerge na paisagem literária portuguesa e europeia. Merece, por isso, este prémio, que não deve ser considerado apenas uma recompensa mas também (e, talvez, sobretudo) um incentivo”.

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“Índice Médio de Felicidade” saiu pela Dom Quixote, em 2013

A cada ano, entre 11 e 12 dos 34 países que participam no Programa Cultura selecionam “um jovem romancista que será laureado com o Prémio Europeu de Literatura”, pode ler-se na página do Eurocid. Para além de David Machado, Bruxelas distinguiu este ano os autores Carolina Schutti (Áustria), Luka Bekavac (Croácia), Gaëlle Josse (França), Edina Szvoren (Hungria), Donal Ryan (Irlanda), Lorenzo Amurri (Itália), Undine Radzeviciute (Lituânia), Ida Hegazi Hoyer (Noruega), Magdalena Parys (Polónia), Svetlana Zuchová (Eslováquia) e Sara Stridsberg (Suécia).

Em 2009, Dulce Maria Cardoso foi a primeira escritora portuguesa a vencer o prémio, com a obra Os Meus Sentimentos, publicado pela Asa Editores em 2005. Em 2012, o escritor português Afonso Cruz foi igualmente distinguido, pelo livro A Boneca de Kokoschka, de 2010 (Quetzal).

Mais conhecido pelos livros infantis, dentro de fronteiras David Machado já foi galardoado, em 2005, com o prémio Branquinho da Fonseca pela obra para crianças A Noite dos Animais Inventados. Já em 2010 recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/RTP na categoria de literatura infantil e juvenil com a obra O Tubarão na Banheira.

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