O presidente cessante do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, inaugura no sábado a última obra dos seus 37 anos de governação, período durante o qual inaugurou mais de 5.000 obras, entre públicas e privadas.
Alberto João Jardim inaugura no sábado um hotel na Calheta numa cerimónia onde proferirá um discurso escrito.
O “consulado” de Alberto João Jardim foi marcado por uma “explosão” de obras públicas que dotaram a Região de uma série de infraestruturas estruturantes do seu desenvolvimento responsável por uma nova matriz do território da ilha como a ampliação do aeroporto; as vias rápidas que encurtaram as distâncias entre norte e sul e oeste e este; escolas, centros de saúde e outros equipamentos sociais, culturais e desportivos.
Este “boom” de desenvolvimento deixou, contudo, uma dívida pública de 6,3 mil milhões de euros.
Sob os auspícios da sua governação, a primeira obra inaugurada foi a Ponte do Carmo [a 28 de março de 1978] que passou a ligar a Rua Visconde de Anadia à Rua Brigadeiro Oudinot que, na altura, veio descongestionar o trânsito na zona do Mercado dos Lavradores e constituiu mais uma alternativa de passagem de automóveis e peões entre as margens da ribeira de João Gomes.
O governante madeirense cessa, segunda-feira, as suas funções de presidente passando o testemunho a Miguel Albuquerque, que foi eleito líder do PSD-Madeira a 29 de dezembro e venceu depois as regionais antecipadas de 29 de março.
Na segunda-feira e perante a Assembleia Legislativa, primeiro órgão de governo próprio da Região Autónoma da Madeira, instalado na manhã desse dia, Miguel Albuquerque assumirá o cargo de presidente do Governo Regional.
Ao ter cumprido, a 10 de junho de 2014, 13.310 dias de poder, desde que assumiu a presidência do Governo Regional a 17 de março de 1976, Alberto João Jardim tornou-se no político português com mais tempo no poder desde 1910, ultrapassando Oliveira Salazar.
Na altura [10 de junho de 2014], Alberto João Jardim atingiu, então, 36 anos e 85 dias, ultrapassando, em mais um dia, o fundador do Estado Novo que esteve no poder entre 05 de julho de 1932 e 27 de setembro de 1968.
Na segunda-feira, Alberto João Jardim termina os seus consecutivos mandatos, sempre resultantes de eleições, e cumprirá 13.625 dias de poder.