Tropas das Filipinas e dos Estados Unidos iniciaram esta segunda-feira exercícios militares conjuntos, num contexto de tensão face à disputa territorial entre Manila e Pequim no Mar da China Meridional.

Cerca de 7.000 soldados norte-americanos e outros 5.000 filipinos participam nas manobras “Balikatan” (que significa ‘ombro com ombro’, em tagalo), que os dois países realizam anualmente, que em 2015 conta com o dobro dos efetivos no terreno.

Os exercícios coincidem com a denúncia das Filipinas sobre a construção, por parte da China, de uma pista de aterragem capaz de acolher operações militares no recife de Fiery Cross, nas ilhas Spratly, cuja soberania territorial é reclamada por Manila e Pequim.

Além disso, pescadores filipinos acusaram a guarda costeira chinesa de utilizar canhões de água para os afastar do atol de Scarborough, onde a China tem também em construção uma instalação militar.

O chefe das forças armadas filipinas, Gregorio Catapang, instou a China a cessar as ações unilaterais na zona e mostrou a sua preocupação relativamente à “agressividade” de Pequim e aos efeitos negativos que provoca.

“Queremos dizer ao mundo, não apenas aos filipinos, que estas questões, em particular as tensões provocadas pelas atividades de reivindicação [de soberania] massivas da China, têm um impacto significativo para todos”, disse Catapang, citado pelo jornal The Star.

Pequim tem aumentado, nos últimos anos, a sua presença nas Spratly, um arquipélago do mar de China Meridional rico em recursos marinhos e energéticos, reclamado total ou parcialmente pela China, Filipinas, Brunei, Malásia, Vietnam e Taiwan.