A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai investigar a origem do saco suspeito que provocou um alerta de ameaça de bomba na ponte 25 de Abril, em Lisboa. O objetivo é perceber “como aquele embrulho foi lá colocado e com que propósito”, disse fonte da PSP à Lusa, salientando que o embrulho foi colocado numa zona onde as pessoas não podem circular a pé.

Segundo a mesma fonte, o embrulho tinha cerca de 50 centímetros de diâmetro e estava envolto em plástico e fita isoladora.

Questionado pela Lusa sobre como a PSP detetou o embrulho, a fonte explicou que a polícia terá sido alertada por uma testemunha ocular, que viu o embrulho e avisou a polícia.

A circulação na Ponte 25 de Abril esteve interrompida entre as 19h30 e as 20h50 desta segunda-feira. Tanto as vias rodoviárias como ferroviárias estiveram cortadas, como confirmou ao Observador uma fonte da Lusoponte, responsável pela exploração da travessia.

O tabuleiro foi esvaziado e uma equipa da PSP especializada na deteção e desativação de explosivos esteve no local a analisar o saco. Os acessos à ponte foram fechados cerca das 19h30, em plena hora de ponta.

A Ponte 25 de Abril é uma das principais vias de acesso a Lisboa e aos concelhos da margem esquerda do Tejo. No final de 2013, o tráfego médio diário registado foi de mais de 131 mil automóveis. Os comboios, que passam por baixo do tabuleiro rodoviário, são maioritariamente operados pela Fertagus (embora a CP também faça o percurso), e durante o corte de circulação estavam a terminar o percurso no Pragal, no sentido Setúbal-Lisboa.

Tal como o responsável pelas relações públicas da PSP explicou à RTP, o saco encontrado “tinha alguns elementos metálicos”, mas através do recurso aos cães e a análises de raio-X foi possível perceber-se que não havia explosivos lá dentro.