O resultado líquido do grupo EDP manteve-se praticamente inalterado no primeiro trimestre de 2015, face ao mesmo período do ano anterior, passando de 296 para 297 milhões de euros, indicou o grupo.

Já o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, deduções e amortizações) decresceu 1%, para 1017 milhões de euros, “como resultado de um agravamento da seca no Brasil e por um primeiro trimestre de 2014 na Península Ibérica muito forte em termos de hidraulicidade e eolicidade”, quando neste ano o período ficou marcado por uma “hidraulicidade abaixo da média histórica”, aponta a EDP.

Os custos operacionais “mantiveram-se estáveis”, em 368 milhões de euros, enquanto os outros custos operacionais líquidos atingiram 38 milhões de euros, influenciados pelo ganho de 78 milhões de euros com a venda de ativos de gás em Murcia e por uma subida de 17 milhões de euros dos impostos sobre a geração na Península Ibérica.

No que respeita à contribuição extraordinária aplicada ao setor energético, definida em Orçamento do Estado, a EDP refere um custo de 15 milhões de euros.

Por seu turno, a dívida líquida, de acordo com a informação do grupo, passou de 17 mil milhões de euros no final de dezembro, para 16,8 mil milhões de euros no fim do primeiro trimestre deste ano.

“A posição de liquidez financeira (caixa e linhas de crédito disponíveis) do grupo EDP em Março de 2015 ascende a 5,8 mil milhões de euros, cobrindo as necessidades de refinanciamento da EDP para além de 2016”, sublinha ainda a informação hoje divulgada aos mercados.