A mortalidade média diária registada no período em que vigorou o plano para as ondas de calor em 2014 foi inferior em cerca de 780 óbitos à ocorrida entre os anos de 2010 e 2013.

De acordo com o relatório do módulo calor do plano de contingência para temperaturas extremas adversas em 2014, que esteve em vigor entre 15 de maio e 30 de setembro, neste período ocorreram três períodos de calor intenso.

Estes períodos caracterizaram-se por uma duração mínima de três dias consecutivos, com uma média das temperaturas máximas igual ou superior a 30ºC.

Em junho do ano passado “verificaram-se temperaturas mais elevadas, sendo que o período de julho registou temperaturas mais baixas mas durante mais dias consecutivos”, lê-se no relatório.

Segundo o documento, a temperatura máxima registada entre 15 de maio e 30 de setembro de 2014 foi de 40ºC em Beja (14 de junho e 16 de julho) e Évora (dia 14 de junho).

O dia mais quente a nível nacional foi 14 junho, com uma média nacional de temperatura máxima de 34ºC, seguido dos dias 12 de junho, 17 de agosto e 1 de setembro, com uma média de 33ºC.

O relatório refere dados do Sistema de Vigilância Diária da Mortalidade, monitorizado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), que “evidenciou um aumento da mortalidade nos dias em que se verificaram temperaturas mais altas, tendo o dia 16 de junho sido aquele que apresentou maior número de óbitos”.

Tendo por base uma análise comparativa da mortalidade média diária ocorrida em 2014, em relação à média da mortalidade diária ocorrida entre os anos de 2010 e 2013, concluiu-se que “no período entre 15 de maio e 30 de setembro a mortalidade média diária em 2014 foi inferior em cerca de 780 óbitos à ocorrida entre os anos de 2010 e 2013”.

 

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