Rádio Observador

País

Vídeos premiados: Como os miúdos combateriam a corrupção

121

Conselho de Prevenção da Corrupção distingue jovens alunos por trabalhos em vídeo sobre combate à corrupção. "Prevenir a corrupção é estar atento e aprender", diz Guilherme d' Oliveira Martins.

ANTONIO COTRIM/Lusa

Muitas pessoas apresentam uma doença terrível. É uma doença com um período de recuperação muito longo e os riscos de recaída são muito elevados. Mas o Laboratório Veritas descobriu e desenvolveu um novo fármaco capaz de curar essa doença terrível e altamente contagiosa. A sua administração é muito fácil e não apresenta nenhum efeito secundário. O princípio ativo desse medicamento é altamente recomendado”.

Essa “doença” chama-se corrupção e foi desta forma, num vídeo feito em jeito de campanha publicitária a um suposto novo medicamento, que um grupo de alunos do 7º. ano (da turma D) do Externato Infante D. Henrique, de Braga, se candidatou ao concurso “Imagens Contra a Corrupção” – e ganhou na categoria de alunos do 3º. ciclo. O concurso, que escolhe os melhores vídeos e imagens de campanha contra a corrupção feitos por alunos de todo o país é promovido pelo Conselho de Prevenção da Corrupção (Tribunal de Contas), em coordenação com o Ministério da Educação, e está este ano na sua terceira edição.

O vídeo vencedor pode ser visto aqui.

Na categoria de Ensino Secundário, o projeto vencedor foi o dos alunos da turma E do 12º. ano da Escola Secundária de Bocage, em Setúbal. Num tom mais sóbrio, os jovens setubalenses realizaram um pequeno vídeo com uma mensagem clara: “Como cidadão diz não à corrupção”, onde se podem ver várias mãos, hesitantes, a retirar pedaços de uma nota de 10 euros, até não sobrar nada.

No final, os jovens avançam com um dado: “A ONU estima que o dinehiro que é roubado por meio de corrupção a cada ano é suficiente para alimentar 80 vezes mais todas as pessoas do mundo”.

O vídeo premiado pode ser visto aqui.

Além destes prémios, o Tribunal de Contas distingue esta quarta-feira outros três vídeos: do Agrupamento de Escolas de Seia (12º Ano – Turma E), da Escola Secundária de Caldas das Taipas (12º Ano – Turma J) e do Externato Infante D. Henrique (12º Ano – Turma Profissional de Multimédia), que são recebem menções honrosas.

Ao Observador, o presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção, Guilherme d’Oliveira Martins, afirma que a iniciativa é “considerada por instâncias internacionais, como a Organização das Nações Unidas, um exemplo no que toca à motivação dos jovens estudantes para a prevenção como elemento essencial na formação cívica”.

“Trata-se de promover uma nova atitude no domínio da ética e da cidadania – de modo que a prática pedagógica de alunos, professores e comunidade educativa se faça de uma forma pró-ativa, centrada no exemplo e na experiência e não numa lógica burocrática e formalista. Prevenir a corrupção é estar atento e aprender”, acrescenta o presidente do Tribunal de Contas.

O vídeo vencedor da edição de 2013/2014, realizado por um grupo de alunos do curso profissional de Multimédia do Externato Infante D. Henrique, de Braga, tem estado inclusivamente em destaque na página da ONU. É este:

 

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)