Todos os meses, os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) dirigem-se às bilheteiras da Transportes do Sul do Tejo (TST) para carregarem os títulos de transportes que, mediante a apresentação de uma requisição, podem ser carregados gratuitamente. A totalidade dos cartões carregados é depois reembolsada pela PSP à transportadora. Porém, nem todos os polícias usufruem da regalia.

De acordo com o jornal Público desta quinta-feira, vários polícias da margem sul aderiram a um esquema fraudulento de troca de passes. Todos os meses, o valor do título de transporte é-lhes entregue quase na totalidade por uma funcionária da bilheteira da TST, em troca do documento de requisição. As notas são colocadas de forma dissimulada dentro de um folheto informativo e passadas ao agente.

A verdade, é que são muito os polícias que não necessitam mensalmente de um passe — uns conseguem viajar nos autocarros da TST sem pagarem quando estão fardados, e outros usam os carros de serviço para se deslocarem. Assim, todos ficam a ganhar — os agentes e os funcionários da transportadora, que recebem uma comissão consoante o custo do título de transporte.

O esquema já não é de agora. Segundo o Público conseguiu apurar, a prática dura há vários anos e envolverá também algumas chefias. A fraude estará também a ser replicada em outra operadora de transportes na área metropolitana de Lisboa. Tanto a PSP como a TST dizem não ter conhecimento desta prática.

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