O líder do Partido Socialista manifestou esta sexta-feira a expetativa de que “nada de irremediável aconteça e que o país possa continuar a contar com a TAP”, a propósito do processo de privatização da empresa. Questionado pelos jornalistas sobre a entrega de três ofertas vinculativas para a compra da companhia aérea, António Costa sublinhou que a TAP “é uma condição essencial da nossa soberania” e pediu cautela.

O PS, repetiu, “fará tido para que o Estado não perca o controlo da empresa”, manifestando a esperança que de alguns candidatos tenham feito ofertas para menos de 50% do capital. Mas tal não terá acontecido, porque isso levaria à exclusão do candidato, tendo em conta as exigências do caderno de encargos.

António Costa recusou contudo a revelar o que fará se chegar ao cargo de primeiro-ministro e for confrontado com a venda da maioria do capital da transportadora, que o atual governo quer deixar fechada até final de junho. O líder do PS relembra que admitiu a solução de dispersão em bolsa ou de venda de 49% da empresa. “Tudo o que for para além disto é um erro gravíssimo”, porque, “deixa o país desprotegido em relação ao futuro da empresa”. E voltou a pedir que não fique decidido nada de irremediável, que não possa ser revertido.