A Spotify quer entrar no competitivo mercado dos vídeos online. A empresa sueca de streaming de musica irá concorrer contra gigantes como o Youtube e o Facebook Inc. Esta nova estratégia implica por o crescimento à frente dos lucros, escreve o Wall Street Journal.

Os novos planos poderão ser anunciados muito em breve. Uma fonte da empresa revelou ao jornal norte-americano que a Spotify irá realizar uma conferência de imprensa esta quarta-feira (dia 20 de maio) em Nova Iorque, mas não foram providenciados mais detalhes.

A empresa sueca, fundada em 2006 por Daniel Ek e Martin Lorentzon, já terá abordado algumas empresas especializadas na criação e distribuição de conteúdos em vídeo para o Youtube. As conversações vão no sentido de discutir a aquisição de material e a co-criação de séries originais. Também terão sido contactadas algumas empresas “de media tradicional” para apurar a possíbilidade de se fazerem potenciais alianças. ATime Inc., a Tastemade, a Maker Studios e a Fullscreen são algumas das empresas que já iniciaram conversações com a Spotify.

A Spotify ainda tem que muito que remar contra a maré de concorrência no mercado de streaming de música. Os seus maiores rivais são a Pandora Media Inc., a Beats da Apple Inc. e a Tidal do rapper Jay Z. Em janeiro, a empresa sueca revelou que previa que 60 milhões de utilizadores se juntassem ao serviço, 15 milhões dos quais dispostos a pagar 9,99 doláres por mês pelo serviço premium, isto é, sem anúncios.

Esta nova aposta no mercado de vídeo online coincide com a tentativa da Spotify de angariar fundos (cerca de 400 mil milhões de dólares) junto de investidores. Se a empresa conseguir, ficará valorizada em mais de 8,4 mil milhões de dólares, conta o Wall Street Journal. É esperado que este aumento de capital se traduza num aumento de lucros.

Contudo, desde 2006, altura em que foi fundada, a Spotify tem experienciado perdas acentuadas, a par de um crescimento exponencial de utilizadores. Os prejuízos devem-se sobretudo ao forte investimento na expansão internacional, desenvolvimento de produtos e head count. Adicionalmente, a pressão de converter utilizadores que utilizam o serviço gratuito em utilizadores do serviço premium é esmagadora.

“As prioridades número um, dois e três da empresa são crescer, crescer e crescer”, afirmou Mark Williamson, o diretor dos serviços de artistas da Spotify, numa entrevista recente.