A Aero Vip apresentou a única proposta para a exploração da ligação aérea Bragança-Vila Real-Viseu-Cascais-Portimão, que deverá arrancar durante o verão, disse hoje à agência Lusa fonte do Grupo Seven Air, que detém esta companhia aérea.

A Aero Vip foi responsável pela carreira aérea Bragança/Vila Real/Lisboa até novembro de 2012, mês em que o Governo decidiu suspender a ligação, após 15 anos de voos ininterruptos.

Esta é companhia aérea que, desde 2014 e até 2017, faz a ligação entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo.

O prazo para a entrega de propostas para esta nova carreira aérea terminou na quarta-feira, sendo que a nova ligação vai unir o interior Norte ao Sul do país.

Segundo disse à Lusa, o Ministério da Economia recebeu apenas uma candidatura ao concurso internacional para a exploração da rota.

De acordo com o ministério, a ligação Bragança/Portimão deverá iniciar-se durante este verão, depois de decorridos os prazos legais e da análise pelo Tribunal de Contas.

O Governo determinou que o modelo de obrigações de serviço público imposto para o transporte aéreo entre Bragança e Portimão, com escalas em Vila Real, Viseu e Cascais, “visa estimular a mobilidade e a atividade económica entre regiões, de Norte a Sul do país, proporcionando melhores e mais rápidas acessibilidades entre os diferentes pontos do território continental”.

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Esta ligação terá, pelo menos, duas viagens de ida e volta no período de verão, de segunda-feira a sábado, e uma frequência de ida e volta na estação inverno, igualmente de segunda-feira a sábado.

A ligação será concessionada por três anos e contará com uma dotação orçamental de 7,8 milhões de euros.

Em 2015, o Estado deverá pagar, no máximo, 650 mil euros à transportadora aérea que vier a realizar a rota.

O montante para 2016, a que acresce sempre o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), poderá ir até 2,6 milhões de euros, o mesmo valor indicado para 2017. Para 2018, o montante máximo consignado no diploma é de 1,95 milhões de euros.

A suspensão os voos entre Bragança/ Vila Real e Lisboa, em 2012, foi decidida com o argumento de que Bruxelas não autorizava mais o financiamento direto de 2,5 milhões de euros por ano à operadora.