Biografia

32 anos amante de Mitterrand: um misto de felicidade e tristeza

Passaram quase 20 anos desde que Mitterrand morreu, mas mais de 40 desde que ele e Anne Pingeot se tornaram amantes. Agora, na biografia do Presidente, ela lamenta ter sido apenas a amante.

Mazarine, filha ilegítima de Mitterrand, é confortada pela mãe, Anne Pingeot, no funeral do pai

DERRICK CEYRAC/AFP/Getty Images

François Mitterrand morreu a 8 de janeiro de 1996. A mulher que esteve ao lado do conhecido Presidente francês até ao último minuto decidiu agora contar que o romance secreto com o Mitterrand foi agridoce. “Foram 32 anos de vida intensa, de felicidade… e de desgraça, porque era duro”, disse Anne Pingeot, citada pelo El Mundo.

Apaixonaram-se quando ela tinha 20 anos e ele 47, conta o L’Express, e estiveram juntos quase até ao último sopro de Mitterrand. Bem, não exatamente juntos, porque nunca foram mais do que amantes. François Mitterrand teve várias mulheres, mas sem nunca se separar da esposa legítima, Danielle Mitterrand. Muito se especulou sobre os motivos de um casamento que nunca acabou – carreira, tradições da família ou religião -, mas Anne Pingeot acha que o facto de terem perdido o primeiro filho ligou François e Danielle eternamente.

Anne Pingeot ainda se iludiu que o amante deixaria a mulher, que também o traía com o professor de ginástica, para ficar com ela, mas isso nunca aconteceu. “Que idiota fui!”, conta a historiadora de arte, citada por L’Express. As cartas apaixonadas de Mitterrand e a casa que lhe prometeu ser para eles deixou-a acreditar que viveriam juntos.

Mas não. Mitterrand não queria sequer ter filhos com ela. Mas Anne Pingeot queria ser mãe e fez um ultimato ao amante. Hoje diz que a filha Mazarine é o maior tesouro que conserva. “É o único verdadeiro presente que me deixou”, remata Anne, que nem antes, nem depois, conheceu outro homem.

Anne considera que Mitterrand não era sentimental, mas era romântico e mostrou-lhe o amor que sentia em mais do que uma ocasião – em plena campanha eleitoral em 1965 ajudou-a a acabar a tese.

Durante os mais de 30 anos que esteve com François Mitterrand e os quase 20 que passaram desde a morte do líder francês, Anne Pingeot nunca falou sobre a vida de ambos. Agora, Philip Short, antigo correspondente da BBC em Paris, decidiu escrever a biografia do socialista francês – “François Mitterrand, o retrato de um ambíguo” (sem tradução ainda em Portugal) – e descobriu a amante secreta Anne que aceitou falar com ele.

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